JBRA Assist. Reprod 2006;10(1):6-6
EDITORIAL
doi: 10.5935/1518-0557.2006.10.1.01
Toda a Medicina Ocidental se desenvolveu na dependência da ciência e do método científico e, nos últimos 50 anos a maior parte dos grandes avanços em qualquer ramo da área médica veio diretamente das ciências básicas.
A nossa prática hoje está longe de intuitiva ou mero senso comum. Por um lado podemos nos basear no refinamento de várias definições e especificidades das questões reprodutivas, em literatura fundamentada de evidências, em testes diagnósticos sofisticados, em terapêuticas cada vez mais elaboradas para guiar os processos até o objetivo final, o bebê desejado.
Avançamos nas pesquisas e conhecimentos na área da biologia molecular, da genética e da imunologia, mas o especialista dos nossos tempos também não pode negligenciar o entendimento
e a busca de muitos aspectos da Psicologia Humana, da Antropologia e da Sociologia, que influenciam o mundo em que vivemos. É este lado Humanista que precisa ser cultivado pelos profissionais envolvidos nas equipes de Reprodução Humana. Alta tecnologia e compaixão, técnica e envolvimento, excelência e cumplicidade podem interagir muito bem.
Muito bem vindos são, portanto, os textos que chegam mais amiúde ao nosso Jornal da SBRA, enviados por profissionais de várias áreas correlatas. Nosso próximo congresso da SBRA, de 27 a 29 de julho, no Rio de Janeiro, fará jus à importância destes temas.
Maria do Carmo Borges de Souza