JBRA Assist. Reprod 2007;11(3):43-48
ERRATA DO IX CONGRESSO DA SBRA

doi: 10.5935/1518-0557.2007.11.3.09

ERRATA DO IX CONGRESSO DA SBRA

 

CÓDIGO 12

Preocupações Sobre Infertilidade nos Pacientes Antes de Realizarem Vasectomia na Clínica Privada

Autor principal: Fabio Firmbach Pasqualotto

Co-autores: Pasqualotto, E.B.; Iaconelli JR, A.; Salvador, M.; BONETTI, T.C.S.; Borges JR, E.

Instituição dos autores: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade de Caxias do Sul, Caxias do Sul - RS; CONCEPTION - Centro de Reprodução Humana, Caxias do Sul - RS; Fertility - Centro de Fertilização Assistida, São Paulo - SP; Associação Instituto Sapientiae - Centro de Estudos e Pesquisa, São Paulo - SP

OBJETIVO

Avaliar as razões pelas quais os pacientes são submetidos à vasectomia, preocupações quanto a fertilidade futura e criopreservação seminal.

MÉTODO

Cinquenta homens consecutivos que foram submetidos a cirurgia de vasectomia para esterilização voluntária foram avaliados no período de março de 2003 a março de 2006. Os pacientes foram questionados quanto as razões para serem submetidos a vasectomia e suas preocupações quanto a fertilidade futura e criopreservação seminal antes do procedimento de esterilização.

RESULTADOS

62% consideram procedimento simples e seguro, 30% é um procedimento melhor para o parceiro, 4% - consideraram o aspecto econômico, e 4% uma boa alternativa quanto aos contraceptivos orais (sabidamente mais caros a longo-prazo). 60% consideraram a informação sobre a ciopreservação de espermatozóides antes da vasectomia de grande utilidade, enquanto que 40% dos pacientes disseram não ser importante esta informação. Apenas 70% disseram que iriam avaliar a possibilidade de criopreservar o sêmen se estivesse disponível tal serviço. Quando foram questionados sobre preocupações sobre fertilidade futura, 90% disseram que não tinham e 10% disseram que tinham preocupação sobre o seu futuro fértil.

CONCLUSÕES

A maioria dos homens que são submetidos à cirurgia de vasectomia a faz por ser extremamente fácil. Além disso, a maioria dos homens disseram não ter preocupações sobre a fertilidade futura. Finalmente, 42% irão criopreservar o sêmen caso lhe sejam oferecido a oportunidade.

 


 

CÓDIGO 15

Sexagem Fetal a Partir de Plasma Materno

Autor principal: Flávia Cappello Donabela

Co-autores: Araújo, A.; Ferriani, R.A.; Galerani, M.A.; Ramos, E.S.

Instituição dos autores: Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP; Departamento de Genética da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP;

OBJETIVO

Os objetivos deste trabalho foram: (1) Detectar a presença de seqüência Y-específica de fetos masculinos em sangue materno; (2) Comparar a presença/ausência da seqüência com o sexo fenotípico fetal ou do recém-nascido.

MÉTODO

Foram coletados sangue periférico em tubos PPT (Plasma Preparation Tube) de 91 pacientes, sendo 38 gestantes de FIV e ICSI e 53 pacientes de gestação natural, em períodos diferentes da gravidez (de duas à vinte e três semanas de gestação) para extração de DNA e utilização da técnica de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) para amplificação de seqüência do gene TSPY. O DNA do feto foi extraído a partir do plasma da mãe. Foi realizada uma reação de Nested PCR para o gene TSPY e uma PCR simples para o gene controle (?-globina). Todas as reações foram repetidas pelo menos três vezes.

RESULTADOS

O sexo fenotípico do feto ou recém-nascido (RN) foi avaliado em 61 casos através de ultrassonografia ou exame físico, respectivamente. Foi confirmado o sexo masculino em todas as 32 gestações com resultados positivos para o cromossomo Y e o sexo feminino em 28 de 29 negativos. Não houve falso-positivos (0%) e apenas um falso-negativo (1,6%).

CONCLUSÕES

Este trabalho servirá para a posterior implantação desta técnica na sexagem precoce em casos de doenças ligadas ao cromossomo X e no tratamento intra-útero de Hiperplasia Adrenal Congênita. Embora o presente estudo esteja focado na sexagem, esta técnica poderá ser estendida futuramente à pesquisa de várias doenças.

 


 

CÓDIGO 17

Limitar o Número de Oócitos Fertilizados In Vitro Pode Diminuir as Chances de Sucesso nos Casos de Fator Masculino Grave.

Autor principal: Sidney Verza Jr

Co-autores: Schneider, D.T.; Esteves, S.C.

Instituição dos autores: Androfert - Centro de Referência em Reprodução Masculina, Campinas foram comparadas entre os grupos e o número de oócitos injetados por nascido vivo foi calculado.

OBJETIVO

Leis de regulamentação das técnicas de reprodução assistida (TRA) têm sido introduzidas (Itália) ou encontram-se em discussão em alguns países (Brasil). O objetivo é limitar o número de oócitos a serem fertilizados por fertilização in vitro (FIV-ICSI). O objetivo deste estudo foi comparar as taxas de nascidos vivos após a ICSI utilizando espermatozóides de homens com vários graus de defeito da espermatogênese, e estimar o número de oócitos a ser injetados necessários para obter um nascido vivo nestes casos.

MÉTODO

Este estudo incluiu 626 ciclos de ICSI realizados de Jan/02 a Dez/05. Os ciclos foram divididos em 6 grupos, de acordo com a fonte e a qualidade do espermatozóide: Azoospermia não obstrutiva (ANO, G 1, n=67); azoospermia obstrutiva (AO, G 2, n=66); ejaculado com um único defeito (oligo ou asteno ou teratozoospermia, G 3, n=124); duplo defeito, (G 4, n=105); triplo defeito (G 5, n=96) e normal (espermatozóides ejaculados sem alteração, G 6, n=168). Taxas de nascidos vivos

RESULTADOS

Idade feminina e número de embriões transferidos não foram diferentes entre os grupos. Taxas de nascidos vivos foram significantemente inferiores na ANO e nos grupos defeito único e duplo em comparação aos demais grupos (26,8%, 27,9%, 26,5% vs. 44,0%, 31,2% e 32,3%, grupos 2, 5 e 6, respectivamente). Para obter um nascido vivo, consideravelmente mais oócitos injetados (~40%-50%) são necessários na ANO (38,8) e nos grupos com defeito espermático (33, 31 e 29,6, grupos 3, 4 e 5) comparados aos grupos AO (20,5) e normal (25,6).

CONCLUSÕES

Leis restritivas que limitem o número de oócitos a ser fertilizados in vitro podem reduzir potencialmente a capacidade de homens com fator masculino grave, especialmente aqueles com azoospermia não obstrutiva, a terem seus próprios filhos biológicos.

 


 

CÓDIGO 22

Avaliação do Fuso Meiótico de Oócitos Bovinos Submetidos a Pré-maturação In Vitro na Presença de Butirolactona I, um Inibidor de Retomada Prematura da Meiose.

Autor principal: Elisa Melo Ferreira

Co-autores: Vireque, A.A.; Adona, P.; Ferriani, R.A.; Navarro, P.A.A.S.

Instituição dos autores: Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto; Departamento de Reprodução Animal, Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos/USP

OBJETIVO

Dentre as principais limitações que impedem o uso rotineiro da maturação in vitro (MIV) na Reprodução Assistida humana, podemos citar a assincronia entre maturação nuclear e citoplasmática e, possivelmente, lesões no fuso meiótico oocitário. Sendo assim, investigamos a morfologia do fuso meiótico e distribuição cromossômica de oócitos bovinos submetidos à pré-maturação com butirolactona I, um potente inibidor da retomada prematura da meiose e, posteriormente maturados in vitro.

MÉTODO

Oócitos bovinos imaturos (n = 472) foram divididos em três grupos: 1) controle (n = 198), submetidos a 24 horas de MIV em TCM-199; 2) grupo 2 (n = 82), pré-maturação com o inibidor farmacológico butirolactona I, por 24 horas e indução da MIV em TCM-199 por 18 horas; 3) grupo 3 (n = 192), prématuração com butirolactona I, por 24 horas e indução da MIV em TCM-199 por 24 horas. Após MIV, os oócitos foram corados por imunofluorescência e observados quanto à morfologia do fuso e distribuição cromossômica. Para uma melhor acurácia das análises, consideramos apenas os fusos fixados em visão lateral.

RESULTADOS

A inibição da maturação nuclear ocorreu em 88,8% dos oócitos cultivados na presença de butirolactona I. As taxas de maturação foram similares entre os três grupos (78,3%; 69,51% e 81,25%, respectivamente, para os grupos 1, 2 e 3). Observamos 82,6% de fusos em MII normais no grupo controle. A exposição à butirolactona I após 24 h, seguida por 18h ou 24h de MIV, resultou, respectivamente, em 79,5% e 80,3% de fusos em MII normais. Assim, a incidência de anomalias meióticas, caracterizada por disrupção cromossômica e/ou cromossomos desalinhados, não diferiu entre os grupos (17.4%; 20.5% e 19.7%), respectivamente, para os grupos 1, 2 e 3. (P<0,05) (Teste do qui-quadrado).

CONCLUSÕES

Os resultados indicam que a butirolactona I inibe efetivamente a retomada prematura da meiose, sem provocar efeitos deletérios na formação do fuso meiótico oocitário após a maturação in vitro. Novos estudos são necessários para se avaliar os efeitos da butirolactona I sobre outros aspectos da maturação in vitro de oócitos.

 


 

CÓDIGO 26

A Eficácia de 2 Diferentes Protocolos de Estímulo em Ciclos com Antagonistas de GNRH em Pacientes Acima de 35 Anos.

Autor principal: Maria do Carmo Borges de Souza

Co-autores: Henriques,CA; Mancebo,ACA; Rocha, CA; Neves, HC

Instituição dos autores: G&O Barra - Ginecologia e Obstetrícia da Barra - Rio de Janeiro - RJ; Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) - Instituto de Ginecologia - RJ

OBJETIVO

Comparar a eficácia de dois diferentes protocolos de estímulo ovariano para FIV/ICSI, em ciclos com antagonistas de GnRH em pacientes acima de 35 anos.

MÉTODO

Estudo observacional, prospectivo, compara 2 protocolos com antagonistas. ICSI à fresco, não-doadoras, > 35 anos: A:41pacientes/48 ciclos, estímulo contínuo rFSH + uFSH (2:1); Grupo B: 35pacientes/37 ciclos, estímulo com rFSH+ uFSH, reduzindo rFSH no início do antagonista, associado a 200UI uhCG/dia. Todas usaram estradiol 4mg/dia, a partir do 21sº dia do ciclo prévio por 7 dias. Monitorização transvaginal a partir do dia 2. Iniciado antagonista com folículo >14mm. Quando pelo menos 1 folículo >18mm e 2 >16mm, admnistrado rHCG. Desfechos primários: nº oócitos MII e taxa de gravidez clínica

RESULTADOS

Os grupos foram comparáveis em relação à idade (A- 38,14 e B 38,67) ao IMC(A- 23,72 e B- 23,47) e perfil hormonal (FSH:A- 7,14 e B-5,88; E2:A-79,1 e B- 72,49) . Não houve diferença significativa entre os grupos quanto ao nº de oócitos aspirados 5,59 vs 6,07 ; nº de oócitos M II, 3,22 vs 4,00; Taxa de fertilização: 76,02 versus 77,59; taxa de gravidez por transferência: 36% (16/44) vs 35% (12/34); taxa de gravidez por ciclo iniciado 32% (16/49) vs 30% (12/40). Os dias de estímulo apresentaram diferença significativa entre os grupos (A- 10,68 e B- 9,47), e da mesma forma a dose total de FSH utilizada (A- 3038,55 e B-2325). Houve cancelamentos (A -10,5 e B- 2,5%) e SHO (A- 2 e B 5%.).

CONCLUSÕES

Os antagonistas de GnRH na prática clínica estão associados a protocolos simples, com menor dosagem de gonadotrofinas, ainda menor quando do uso do hCG fracionado, tem custos reduzidos, pouco cancelamento e não apresentam maior incidência de SHO em relação ao esperado.

 


 

CÓDIGO 27

Influência das Células do Cumulus Expostas ao Hormônio Luteinizante (LH) Exógeno Durante a Estimulação Ovariana no Desenvolvimento de Embriões Humanos e Resultados da ICSI

Autor principal: Sandro Cassiano Esteves

Co-autores: Pedro Augusto Monteleone, Sidney Verza Jr, Alecsandra P Gomes, Andrea Crepaldi

Instituição dos autores: Androfert - Centro de Referência em Reprodução Masculina, Campinas, SP ; Clínica Monteleone, São Paulo

OBJETIVO

Tem sido sugerido que o LH exógeno seria materializado via células do cumulus durante as primeiras horas de inseminação na fertilização in vitro clássica (FIV). No entanto, na injeção intracitoplasmática do espermatozóide (ICSI) as células do cumulus são removidas do oócito antes da microinjeção. Para verificar se a atividade do LH via células do cumulus é benéfica na ICSI, este estudo avaliou a incubação dos oócitos com as células do cumulus, expostas ou não ao LH exógeno durante a estimulação ovariana, analisando o desenvolvimento embrionário e os resultados da ICSI.

MÉTODO

Estudo prospectivo envolvendo quatrocentos ciclos de ICSI, randomizados de acordo com a droga utilizada durante a estimulação ovariana (FSH puro, r-hFSH, Gonal F ou FSH+LH, HP-hMG, Menopur). Cada grupo foi dividido em dois subgrupos, sendo em um subgrupo as células do cumulus removidas imediatamente após a recuperação oocitária e no outro mantidas intactas por um período de 3 horas antes da microinjeção. Foram comparados desenvolvimento embrionário e resultados da ICSI.

RESULTADOS

Não houve diferença entre os grupos HP-hMG e r-hFSH em relação às taxas de fertilização, embriões de boa qualidade, gravidez clínica e nascidos vivos. Somente a dose total de gonadotrofina usada durante a estimulação ovariana diferiu significativamente entre os grupos, sendo mais elevada no grupo HP-hMG (~2.600 vs ~2.250 UI), independente da incubação com células do cumulus intactas ou removidas.

CONCLUSÕES

Nossos dados sugerem que a atividade do LH exógeno durante a estimulação ovariana não teve impacto significante no desenvolvimento embrionário e resultados da ICSI. A préincubação dos oócitos com as células do cumulus intactas antes da microinjeção não resulta em benefícios, independente do uso do LH durante a estimulação ovariana.

 


 

CÓDIGO 28

Estudo Comparativo por Período com Relação à Taxa de Gravidez por Aspiração Segundo a Categoria Diagnóstica e a Idade da Mulher Subme-tida às Técnicas de Reprodução Humana Assistida (RHA).

Autor principal: Marcio Augusto Buffolo

Co-autores: Berni, M.A.; Garcia, M.C.P.; Taloni, F.D.

Instituição dos autores: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul UFMS - Campus de Três Lagoas- Departamento de Ciências Biológicas

OBJETIVO

Este trabalho tem por objetivo realizar uma análise bibliográfica em dados referentes às categorias diagnósticas da indicação aos procedimentos em reprodução humana assistida e taxa de gravidez e compará-los ao longo dos anos de 1999 a 2004 correlacionando - os com a idade da mulher.

MÉTODO

Foram consultados os dados reportados a REDLARA (Rede Latino Americana de Reprodução Assistida) e comparadas as indicações de 3809 casos em 1999, 3605 casos em 2000, 3982 casos em 2001, 3272 casos em 2002, 3767 casos em 2003 e 5299 casos em 2004 onde esses dados foram separados por categoria diagnóstica, idade da mulher, taxa de gravidez e evolução ao longo do período para um possível acompanhamento dos casos e junto a isso, foi aplicado o teste de significância para saber a qual nível de evolução para prognósticos futuros.

RESULTADOS

Em 6 anos, a taxa de gravidez (T.G.) em mulheres com problemas tubários aumentou em média 6,5% ao ano e os outros problemas femininos, como endometriose, variaram 2,1 % aa. As T.G. devido a problemas masculinos cresceram 10,4% aa e um certo equi-líbrio nas taxas onde o problema é múltiplo, 1,01% aa. Causas inexplicáveis tiveram um aumento de cerca de 2,65% ao ano.No mesmo período, em relação a idade, a T.G. em cada categoria foi maior em mulheres > 35 anos em relação à mulheres < 40 anos, e quando comparado estas com de mesma idade que engravidaram naturalmente, a T.G. se reduz praticamente à metade, em torno de 18% de implantação, enquanto que na po-pulação em geral, a T.G. é de 35%.

CONCLUSÕES

De acordo com os dados apresentados, podemos concluir que com a melhoria das técnicas de reprodução humana assistida, e principalmente com a evolução das punções do epidídimo (TESE), biópsia testicular e capacitação espermática, aliados a injeção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI), as taxas de gravidez em mulheres onde a ordem do problema é masculina vem aumentando consideravelmente, junto com técnicas que garantam as mulheres condições de terem filhos mesmo com problemas no aparelho reprodutor. Porém, mulheres com mais de 40 anos continuam a ter dificuldade de engravidar e mesmo com as técnicas avançadas, a evolução dos índices de implantação não passou de 7,01%.

 


 

CÓDIGO 46

Eficiência na Recuperação de Espermatozóides Móveis Utilizando dois Métodos de Processamento em Gradiente Descontinuo de Densidade

Autor principal: Vera Lucia Lângaro Amaral

Co-autores: Cordini, M; Frajblat,M; Sanches, F.C.

Instituição dos autores: LBRLaboratório de Biotecnologia da Reprodução/UNIVALI-SC; Procriar- Centro de Fertilização Assistida/Blumenau-SC

OBJETIVO

Técnicas de processamento seletivo de sêmen são utilizadas regularmente em Clinicas de RHA e modificações devem ser realizadas na tentativa de melhorar a eficiência da técnica. Objetivo deste trabalho foi avaliar duas metodologias de processamento seminal utilizando o gradiente descontínuo de densidade Puresperm® (Cook, Qld , Australia)

MÉTODO

O ejaculado de 5 individuos foi avaliado para motilidade e concentração e dividido em duas frações iguais e submetidos a dois processamentos: 1) a primeira fração (2 - 3 mL) foi depositada sobre um gradiente descontínuo de densidade com duas camadas: 80 e 40% (1mL cada); 2) a segunda fração foi dividida em volumes iguais de aproximadamente 1 mL e depositados sobre gradientes iguais ao anterior. As amostras foram processadas por centrifugação e posteriormente analisadas.

RESULTADOS

Foi observado um aumento de 18% na concentração de espermatozóides móveis no processamento 1.

CONCLUSÕES

Apesar da recomendação do uso de 1:1 de sêmen com o gradiente descontinuo, os resultados preliminares deste estudo indicam que é possível o uso de uma maior quantidade de amostra seminal, inclusive com a possibilidade de aumento na recuperação de espermatozóides moveis.

 


 

CÓDIGO 58

Maturação In Vitro (IVM) de Oócitos Obtidos de Pacientes com Síndrome dos Ovários Policísticos em Ciclos sem Estimulação Ovariana: Resultados Iniciais.

Autor principal: Nilo Frantz1

Co-autores: Adriana Bos-Mikich, 2; Gerta Frantz, 1; Norma P. Oliveira1; Marcelo Ferreira1.

Instituição dos autores:

1Centro de Pesquisa e Reprodução Humana Nilo Frantz, Porto Alegre-RS

2Departamento de Ciências Morfologicas, ICBS, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre-RS

OBJETIVO

Há maior experiência descrita na literatura de IVM de oócitos que tiveram estimulação hormonal. No entanto, há um grupo de pacientes, especialmente as com ovários policísticos (SOP) que podem se beneficiar com a IMV sem indução da ovulação. Neste relato, descrevemos nossa experiência com a IVM sem estimulação ovariana.

MÉTODO

Dez pacientes com SOP foram selecionadas. Os oócitos foram coletados entre o 10o e 13o dia com agulha 19-gauge e lúmen duplo. Os oócitos, isolados e incubados com meio (Oocyte Maturation Médium, Sage) com 75UI de HMG a 37o, 5% CO2 por 24 ou 48 h. Após 24h, foi avaliada a ausência de VG e presença de primeiro corpúsculo polar. Os oócitos em MII foram inseminados por ICSI. A fertilização foi avaliada em 18h com dois pronúcleos. Os zigotos foram cultivados por 72h antes da transferência. Foi usado para o preparo do endométrio, estradiol e, para suporte lúteo, progesterona micronizada.

RESULTADOS

Foram coletados 126 oócitos de folículos com diâmetro entre 3 e 8 mm. Destes, 119 estavam imaturos e 7, todos de uma mesma paciente, já estavam em MII. Dos 119 imaturos, 33% foram a MII em 24h e outros 21%, em 48h. Após a ICSI, 58 % (37/64) apresentaram 2PN. Dos zigotos obtidos, 89% (34/37) apresentaram clivagem ao estágio de 2 células e 13%, com clivagem precoce. Nenhum ciclo foi cancelado. As pacientes apresentaram endométrios mínimo de 7mm. Todas as pacientes obtiveram embriões para transferência. Foram transferidos um total de 34 embriões no dia 3. Dos embriões transferidos, 76% eram de grau III ou IV. Não houve gestação neste grupo de pacientes.

CONCLUSÕES

Ao nosso entender, esta é a primeira descrição do mesmo processo realizado no Brasil. Nossos resultados demonstram que a IVM sem estimulo é um procedimento possível, no entanto, as alterações cromossômicas desses oócitos imaturos podem ser responsáveis pelas dificuldades de desenvolvimento embrionário e de implantação.