JBRA Assist. Reprod 2007;11(Suppl 1):10-40
ARTIGOS
doi: 10.5935/1518-0557.2007.11.s1.02
CÓDIGO 1
Autor principal
Claudia Valença Fontenele
Co-autores
Ana Cristina D’Andreatta Tanaka
Instituição dos autores
Universidade de São Paulo/USP, Faculdade de Saúde Pública Universidade de São Paulo - USP
Departamento de Saúde Materno-Infantil
OBJETIVO
Realizar revisão bibliográfica sobre maternidade e a oferta do serviço de tecnologias reprodutivas (TR) em hospitais públicos.
MÉTODO
Foram pesquisadas fontes bibliográficas pelo Med-Line, Lilacs e Scielo com o intuito de identificar o maior número de estudos nessas bases de dados, relacionados aos termos: tecnologias reprodutivas (TR), reprodução assistida (RA) combinadas com maternidade e com hospitais públicos.
RESULTADOS
A literatura permite concluir que há entraves na oferta de TR no serviço público: o longo tempo de espera potencializa a expectativa das mulheres em relação ao tratamento; passar pela investigação de infertilidade/esterilidade não garante o acesso à RA; o longo tempo médio de espera pelo tratamento faz com que as mulheres avancem na idade o que representa o ingresso no período de risco, muitas vezes fator que inviabiliza o tratamento. Já a maternidade aparece nos trabalhos como algo que é dado, um evento ‘natural’ na vida da mulher, seu sonho, parte da essência feminina; é um desejo que sempre existiu natural, instintivo, essencial. A gestação ainda é símbolo de uma maternidade sacralizada.
CONCLUSÕES
Segundo material pesquisado, a RA não é garantida segundo a Constituição Federal de 1988 onde é preconizado pelo SUS o acesso integral, universal e eqüitativo à saúde como direito de cidadania. Mulheres, casais, que não têm situação financeira para o atendimento em clínicas particulares de RA passam ao largo da maternidade. E esta continua sendo função social de toda mulher: em nossa cultura é inaceitável uma família sem filhos, por essa razão a mulher tem que recorrer as TR para não sofrerem estigmas, tais como: aquela que não possui uma prole é “oca”, “vazia”; sua vida, por melhor sucedida que seja, é sem sentido. É uma mulher incompleta.
CÓDIGO 2
Autor principal:
Leonardo Mendonça
Co-autores:
Dzik, A.; Freitas, G. C.; Canha, A. S.; Soares, J. B.; Cavagna, M.
Instituição dos autores:
Centro de Referência em Saúde da Mulher - Hospital Pérola Byington
OBJETIVO
Avaliar a segurança e verificar as taxas de gravidez e gravidez múltipla na transferência embrionária dupla consecutiva em um serviço público de reprodução assistida.
MÉTODO
Foram analisados retrospectivamente 111 ciclos de reprodução assistida (FIV/ICSI) entre 2003 e 2007, no setor de Reprodução Humana de um hospital público de São Paulo. O critério de seleção foi a presença de >3 embriões no 3º dia após a captação oócitária. As pacientes foram divididas em dois grupos: Grupo A (n=30): Pacientes submetidas a transferência embrionária dupla, realizadas nos 3o e 5o dias após a aspiração folicular; Grupo B (n=81): Pacientes submetidas a transferência embrionária única. Os grupos foram comparados quanto à idade, número de embriões transferidos e taxas de gravidez.
RESULTADOS
As pacientes do grupo A apresentaram os seguintes resultados: média etária, 33,7 anos; número médio de embriões transferidos, 3,4; taxa de gravidez, 51,7% (40% únicas, 53,3% duplas e 6,7% triplas). No grupo B, observamos: média etária, 33,8 anos; número médio de embriões transferidos, 3,5; taxa de gravidez, 27,2% (50% únicas, 44,4% duplas e 5,6% triplas).
CONCLUSÕES
Nossos resultados sugerem que a transferência dupla consecutiva não apenas não afeta negativamente o processo de implantação embrionária, mas também se relaciona com altas taxas de gravidez. Não houve diferenças significantes nas taxas de gestações múltiplas entre os dois grupos.
CÓDIGO 3
Autor principal
Fernanda Montenegro Valente
Co-autores
Dzik, A.; Freitas, G. C.; Canha, A. S.; Soares, J. B.; Cavagna, M.
Instituição dos autores
Centro de Referência da Saúde da Mulher/Hospital Pérola Byington (São Paulo, SP)
OBJETIVO
Verificar a eficácia da estimulação ovariana controlada (EOC) com baixa dose de hCG isoladamente no final da fase folicular em pacientes submetidas a técnicas de reprodução assistida (TRA).
MÉTODO
Estudo retrospectivo com 68 ciclos de EOC usando baixa dose de hCG no final da fase folicular, de setembro de 2005 a março de 2007. Foram avaliados os seguintes parâmetros em cada ciclo: idade, fator de infertilidade, dias totais de estímulo, dias de estímulo com gonadotrofinas e com baixa dose de hCG, tipo e dose total de gonadotrofina utilizada, espessura endometrial e número de folículos maiores ou iguais a 16 mm no dia do trigger de hCG, número de oócitos maduros aspirados, TRA realizada, taxa de fertilização, número de embriões transferidos, taxa de gestação.
RESULTADOS
Dos 68 ciclos avaliados, 51 chegaram até a transferência. A idade média das pacientes foi de 32,7 anos. Os principais fatores de infertilidade foram tuboperitoneais (26,6 %), masculinos (26,6%) e anovulatórios (10,3%). A média de dias de uso de FSH foi de 6,6 dias e a de baixa dose de hCG foi de 3,2 dias. A dose total de gonadotrofinas utilizada por ciclo foi, em média, 1341,1 UI. A média de oócitos maduros coletados por aspiração foi 9 e a da taxa de fertilização foi 70,8%. Dos procedimentos, 53,4% foram FIV e 46,5%, ICSI. A média de embriões transferidos por ciclo foi de 2,6. A taxa de gestação (?hCG positivo) por transferência foi de 31,1%.
CONCLUSÕES
O uso de hCG de baixa dose no final da fase folicular diminui a administração de FSH, o tempo de tratamento e o seu custo. Estimula o desenvolvimento dos folículos maiores em detrimento dos folículos menores, imaturos. Isto diminui o risco de síndrome de hiperestímulo ovariano e garante maior captura de oócitos maduros, sem causar efeitos deletérios.
CÓDIGO 4
Autor principal Edson Borges Jr Co-autores
Bonetti, TCS; Braga, DPAF; Madaschi, C; Iaconelli Jr, A; Melamed, RMM
Instituição dos autores
Fertility - Centro de Fertilização Assistida, São Paulo - SP; Associação Instituto Sapientiae - Centro de Estudos e Pesquisa, São Paulo - SP
OBJETIVO
As técnicas de fertilização in vitro (FIV) aumentaram as opções de concepção para casais inférteis. Entretanto, a hiperestimulação ovariana resulta em grande quantidade de embriões, cujos excedentes são criopreservados a fim de reduzir gestações múltiplas, evitar a destruição, futuras transferências, e melhorar o custo-benefício. Por outro lado, os casais devem decidir o que fazer com os embriões excedentes criopreservados. O objetivo deste estudo foi avaliar as atitudes e princípios dos pacientes submetidos a técnicas de FIV, em relação aos embriões excedentes criopreservados.
MÉTODO
Foram selecionadas 50 pacientes que haviam realizado ciclos de FIV com sucesso, ou seja obtiveram gestação, e possuíam embriões excedentes criopreservados. Foi possível contatar 22 pacientes, que concordaram em participar do estudo, e foram entrevistados pessoalmente ou por telefone, por um psicólogo. As respostas obtidas na entrevistas foram tabuladas e analisadas criticamente.
RESULTADOS
Dezessete casais (77.3%) entrevistados acreditavam que os embriões criopreservados representam “vida”, e relataram que desejariam mantê-los criopreservados para uso próprio no futuro (3), descartariam (6), doariam para pesquisas (7), ou para outros casais (1). Entre as razões que fizeram os casais decidirem por descartar os embriões ao doá-los para pesquisa, está a preocupação com o mau uso dos embriões por não acreditarem na justiça; ou descartar os embriões ao doar a outros casais, reflete o conceito de que doar um embrião seria como “dar um filho”.
CONCLUSÕES
Nossos resultados sugerem que doar embriões a outros casais, ou descartar, são atitudes que envolvem fortes valores sobre a vida humana, e entendidos como abandono de um filho. Estes conceitos referem-se ao estatus moral do embrião, e como os pacientes se relacionam com os mesmos. Este estudo permitiu mostrar a complexidade da decisão sobre o destino dos embriões, e a necessidade do aconselhamento psicológico aos casais que possuem embriões excedentes criopreservados, a fim de facilitar o processo de decisão sobre seu destino.
CÓDIGO 5
Autor principal:
Edson Borges Jr
Co-autores:
Braga, D.P.A.F; Rodrigues, D.; Madaschi, C.; Maldonado, L.G.L.; Iaconelli Jr, A.
Instituição dos autores:
Fertility - Centro de Fertilização Assistida, São Paulo - SP; Associação Instituto Sapientiae - Centro de Estudos e Pesquisa, São Paulo - SP
OBJETIVO
A utilização do diagnóstico genético pré-implantacional (PGD) para evitar doenças genéticas, e melhorar os resultados das técnicas de fertilização in vitro é amplamente aceita, mas concomitantemente provoca considerações éticas contraditórios. Devido a muitos países não possuírem regulamentação específica, organizações profissionais dispõe de guias e recomendações para tal prática. O objetivo deste estudo foi avaliar os conceitos éticos sobre o PGD em um grupo de embriologistas, após o término de um curso de treinamento para PGD.
MÉTODO
Este estudo avaliou 23 embriologistas experientes e atuantes em centros de reprodução assistida, imediatamente após o término de um treinamento para PGD. Foi utilizado um questionário contendo questões sobre a prática do PGD em casos de (1) sexagem de embriões; (2) balanço familiar; (3) transferência de embriões apresentando PGD alterados; (4) pesquisa com células-tronco embrionárias. As respostas sobre sexagem foram comparadas ainda com a opinião do publico em geral, que responderam uma enquete através de nosso endereço eletrônico (n=360).
RESULTADOS
A maior parte dos embriologistas discordaram com a prática do PGD para sexagem, independentemente do casal apresentar ou não indicações para fertilização in vitro (FIV) (87% e 96%, respectivamente) enquanto, apenas 27% da população em geral foi contra o uso do PGD com este objetivo. A maioria dos embriologistas também não considerou o PGD como uma prática ética em casos de balanço familiar, com ou sem indicação para FIV (70% e 78%, respectivamente). Quando foram questionados sobre a transferência de embriões apresentando PGD alterado, 70% declararam-se contra, e finalmente 57% concordaram com a utilização do PGD para pesquisa com células-tronco embrionárias.
CONCLUSÕES
Apesar do conhecimento técnico e científico do PGD, de modo geral, os embriologistas se opõe à sua aplicação, especialmente quando envolve assuntos familiares como sexagem. Por outro lado, a população em geral concordou coma utilização da técnica para esta finalidade. Pouco mais de 50% dos embriologistas apoiaram a pesquisa com células-tronco embrionária utilizando a técnica de PGD, e a aceitação da transferência de embriões com resultados de PGD alterado, por uma parte dos profissionais incluídos neste estudo, provavelmente se devem a conceitos éticos da proteção à vida humana.
CÓDIGO 6
Autor principal:
Assumpto Iaconelli Jr.
Co-autores:
Bonetti, T.C.S; Melamed, R.M.M; Braga, D.P.A.F.; Madaschi, C.; Borges Jr, E.
Instituição dos autores:
Fertility - Centro de Fertilização Assistida, São Paulo - SP; Associação Instituto Sapientiae - Centro de Estudos e Pesquisa, São Paulo - SP
OBJETIVO
O estresse causado pela infertilidade, e o desejo por um filho biológico independem da posição social ou profissional. Apesar de especialistas em reprodução humana assistida (RHA), médicos ou embriologistas, possuírem o conhecimento sobre as técnicas realizadas, alguns podem se deparar com a infertilidade, e conseqüentemente seus próprios ciclos de RHA. O objetivo deste estudo foi avaliar, através de questionários, as atitudes dos profissionais de RHA se fossem submetidos a tratamento de RHA.
MÉTODO
Um questionário estruturado foi aplicado via e-mail para profissionais da área de RHA, propondo uma situação hipotéticas de seus próprios ciclos de RHA. Perguntas com respostas de múltipla escolha abordavam os seguintes aspectos: (1) riscos para infertilidade; (2) atitudes caso fosse diagnosticada a infertilidade; (3) número de embriões a serem transferidos; (4) atitudes frente aos riscos de gestação múltipla.
RESULTADOS
Avaliaram-se 67 questionários, 43 mulheres (33,4±9,7 anos) e 24 homens (38,3±7,8 anos); 32 médicos e 35 embriologistas, especializados em RHA. Apesar da experiência, 51,6% acreditam não possuir riscos para infertilidade, mas caso recebessem tal diagnóstico, 92,2% realizariam RHA. Se estivessem realizando tratamento, todos ignorariam os riscos e conseqüências da gestação múltipla. Sobre o número de embriões a serem transferidos, 19,4% responderam 1, 50,7% - 2, 28,4% - 3, e 1,5% - 4 ou mais embriões de boa qualidade no primeiro ciclo. Por outro lado, se tivessem realizando a terceira tentativa, 1,5% transferiria 1, 43,3% - 2, 40,3% - 3, e 14,9% - 4 ou mais embriões de boa qualidade (P<0,001).
CONCLUSÕES
O diagnóstico da infertilidade afeta os indivíduos psico-socialmente, independentemente de sua capacidade intelectual, já que o risco para infertilidade não é claro para metade dos profissionais especializados em RHA. O desejo por um filho é maior do que a consciência dos riscos da gestação múltipla, como comprovado pela escolha de múltiplos embriões a serem transferidos. Este estudo sugere que os aspectos emocionais se sobressaem ao conhecimento técnico-científico dos riscos e benefícios das técnicas de RHA.
CÓDIGO 7
Autor principal:
Assumpto Iaconelli Jr.
Co-autores:
Maldonado, L.G.L; Madaschi, C.; Bonetti, T.C.S.; Braga, D.P.A.F.; Borges Jr, E.
Instituição dos autores:
Fertility - Centro de Fertilização Assistida, São Paulo - SP; Associação Instituto Sapientiae - Centro de Estudos e Pesquisa, São Paulo - SP
OBJETIVO
Estudos têm sido desenvolvidos a fim de identificar os fatores prognósticos da competência oocitária baseados em características morfológicas. Recentemente, a visualização dos fusos meióticos oocitários vem sendo utilizada como marcador prognóstico de qualidade oocitária. Nossos estudos anteriores demonstraram que fusos oocitários se correlacionam positivamente com a fertilização normal e desenvolvimento embrionário (ESHRE, 2006; ASRM, 2006). Este estudo propõe avaliar a interferência do perfil clínico da paciente e estimulo ovariano controlado (EOC) na visualização dos fusos oocitários.
MÉTODO
Foram incluídos 995 oocitos MII, obtidos de 145 ciclos de ICSI. EOC utilizou agonista ou antagonista de GnRH e FSH- recombinate, os oocitos foram coletados 35-36hs após administração do hCG recombinante (maturação oocitária), e a presença dos fusos oocitários foi observada por microscópio de luz polarizada e software de imagem (OCTAX ICSI Guard™), imediatamente antes da ICSI. A porcentagem de oocitos com fusos detectáveis (OFD) foi correlacionada com utilização de agonista ou antagonista de GnRH, tempo entre hCG e ICSI, estradiol (E2) sérico no dia do hCG, e índice de massa corporal (IMC).
RESULTADOS
Características gerais: idade 34,5±4,5 anos, dose FSH 2367,5±690,6 UI, folículos 19,5±15,3, e oocitos 12,2±8,9. A porcentagem de OFD não teve correlação com agonista ou antagonista de GnRH (64,4%, 66,8%; P=0,694) e portanto, foi analisado o grupo como um todo. As porcentagens de OFD foram comparadas de acordo com horas entre hCG e ICSI (<38: 58,9%, 38-40: 66,5% e >40: 65,9%; P=0,714); IMC - Kg/m2 (?25: 65,1%, >25:66,7%; P=0,886); E2 - pg/mL (<2500: 67,7%, ?2500: 72,2%; P=0,721). Quando foram transferidos somente embriões oriundos de OFD, taxas de implantação e gestação foram maiores (22,8% e 82,6%), do que aqueles de oocitos sem fusos detectados (8,7%; P=0,039 e 17,4%; P=0,077).
CONCLUSÕES
Embora o EOC, ou perfis clínicos, não interferirem na visualização do fuso meiótico do oocito, este é um importante parâmetro a ser avaliado, já que as taxas de implantação e gestação são maiores quando apenas embriões oriundos de OFD são transferidos. A qualidade oocitária, demonstrada pela visualização dos fusos meióticos, é provavelmente relacionada a fatores intrínsecos, uma vez que parece não ser influenciada por fatores externos.
CÓDIGO 8
Autor principal:
Edson Borges Jr
Co-autores:
Madaschi,C.; Bonetti, T.C.S; Figueira, R.C.S.; Pasqualotto, F.F.; Iaconelli Jr, A.
Instituição dos autores:
Fertility - Centro de Fertilização Assistida, São Paulo - SP; Associação Instituto Sapientiae - Centro de Estudos e Pesquisa, São Paulo - SP; Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade de Caxias do Sul, Caxias do Sul - RS; CONCEPTION - Centro de Reprodução Humana, Caxias do Sul - RS
OBJETIVO
A acupuntura restaura o equilíbrio no fluxo de energia (Qi). O Qi e sangue (Xue) circulantes são originados pelo baço (B) e estômago (E). O fígado (F) regula o Qi, e rim (R) rege o sistema reprodutivo. O ponto B6 é o ponto chave no tratamento da infertilidade, os pontos intestino grosso 4 (IG4) e F3 são utilizados para diminuir a ansiedade. Assim, o objetivo foi avaliar a contribuição da acupuntura realizada imediatamente antes e após a transferência embrionária (TE), nos resultados clínicos de ciclos de injeção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI).
MÉTODO
A acupuntura foi oferecida a todas as pacientes submetidas a RHA, e foram incluídos 69 ciclos divididos em dois grupos: controle (CT): 27 pacientes que não realizaram acupuntura; acupuntura (ACUP): 42 pacientes que realizaram acupuntura. A acupuntura foi realizada em duas sessões de 25 minutos cada, uma imediatamente antes e outra após a TE. Os pontos estimulados antes da TE foram VG20, E29, B8, C6 e F3; e após a TE foram E36, B6, B10, IG4.
RESULTADOS
As idades das pacientes foram 36,6±5,2 anos no CT e 36,0±5,4 anos no ACUP (P=0,702). O numero médio de ET foi semelhante entre os grupos (CT: 1,5 e ACUP: 1,4; P>0.05); entretanto a taxa de implantação foi menor no grupo que não realizou acupuntura (CT: 16,2%) quando comparado ao ACUP (24,5%; P<0.001). Nenhuma diferença significante foi observada entre os grupos em relação à gestação (CT: 25,9% e ACUP: 33,3%; P=0,514) e aborto (CT: 28,6% e ACUP: 14,3%; P=0,524).
CONCLUSÕES
Estudos anteriores sugerem que o efeito central simpáticoinibitório da acupuntura provavelmente contribui para reduzir a impedância da artéria uterina e conseqüentemente aumentar o fluxo sanguíneo para o útero. Além disso, a redução da ansiedade e estresse promovido pelas sessões de acupuntura, indiretamente influencia os resultados dos ciclos de RHA. Nossos resultados sugerem que a acupuntura pode ser considerada um procedimento adjuvante nas técnicas de RHA, e quando realizada no dia da TE, significantemente aumenta as taxas de implantação.
CÓDIGO 9
Autor principal:
Edson Borges Jr
Co-autores:
Madaschi, C.; Figueira, R.C.S.; Nichi, M.; Rodrigues, D.; Iaconelli Jr, A.
Instituição dos autores:
Fertility - Centro de Fertilização Assistida, São Paulo - SP; Associação Instituto Sapientiae - Centro de Estudos e Pesquisa, São Paulo - SP; Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Reprodução Animal, Universidade de São Paulo, São Paulo - SP
OBJETIVO
Dos casos de infertilidade associados a fator masculino, 10% relaciona-se com azoospermia. Através da injeção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI), homens azoospérmicos podem utilizar gametas obtidos através de punção testicular (TESA) ou epididimária (PESA). Este estudo tem como objetivo relatar parâmetros laboratoriais e clínicos de ciclos de ICSI utilizando espermatozóides testiculares e epididimários para procedimentos realizados nos últimos 10 anos.
MÉTODO
Foram incluídos 453 pacientes submetidos a TESA (ICSI-TESA 53,7%), PESA (ICSI-PESA 37,7%), e PESA seguido de TESA (ICSI-PESA-TESA 8,6%) para ciclos de ICSI. Espermatozóides móveis foram injetados em 58,9% ICSI-TESA, 93,6% ICSI- PESA e 76,9% ICSI-PESA-TESA (p<0,05). Espermatozóides imóveis foram injetados em 14% dos ICSI-TESA, 6,4% dos ICSI-PESA e em 7,7% dos ICSI-PESA-TESA (p<0,05). Em 9,9% dos ICSI-TESA foram injetadas células redondas e em 1,2% espermátides alongadas. Em 9,9% dos casos não forma encontrados espermatozóides ou células germinativas (16% ICSI-TESA e 15,4% ICSI-PESA-TESA).
RESULTADOS
Em 91,2% dos casos ICSI-TESA e 90% de ICSI-PESA houve transferência (p=0,711). A falha de fertilização foi significativamente maior para ICSI-TESA (p=0,004), mas a taxa de fertilização normal foi significativamente maior para ICSIPESA (p=0,001). Não houve diferença em relação às taxas de fertilização anormal (p=0,613) e média de embriões transferidos (p=0,1739) e desprezados e (p=0,4208). Entretanto, a média de embriões congelados foi maior para ICSI-PESA (p=0,004). As taxas de gestação (31,2% e 32,5%; p=0,800) e implantação (8,8% e 10,5%; p=0,331) foram semelhantes para os grupos. No entanto, a taxa de aborto foi significativamente maior para ICSI-TESA (37,9% e 18,0%; p=0,022).
CONCLUSÕES
O grau de maturação do espermatozóide testicular pode afetar a taxa de fertilização e a capacidade de desenvolvimento embrionário resultando em maiores taxas de falha de fertilização e um menor número de embriões viáveis para o congelamento. No entanto, em mais de 90% dos casos foram obtidos embriões para transferência, resultando em taxas de gestação satisfatórias, o que demonstra o sucesso e a aplicabilidade da técnica para pacientes azoospérmicos. As elevadas taxas de aborto podem estar relacionadas com a alta probabilidade de ocorrência de alterações genômicas paternas nos espermatozóides testiculares.
CÓDIGO 10
Autor principal:
Edson Borges Jr
Co-autores:
FIGUEIRA, R.; MADASCHI, C.; NICHI, M.; PASQUALOTTO, F.F.; IACONELLI JR, A.
Instituição dos autores:
Fertility - Centro de Fertilização Assistida, São Paulo - SP; Associação Instituto Sapientiae - Centro de Estudos e Pesquisa, São Paulo - SP; Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Reprodução Animal, Universidade de São Paulo, São Paulo - SP; Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade de Caxias do Sul, Caxias do Sul - RS; CONCEPTION - Centro de Reprodução Humana, Caxias do Sul - RS
OBJETIVO
Nos ciclos de injeção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI) obtidos por punção testicular (TESA) ou epididimária (PESA), o grau de maturidade do gameta pode afetar o desenvolvimento embrionário. Durante a criopreservação de embriões, blastômeros estão expostos a fatores que comprometem a função celular. Não existem relatos correlacionando viabilidade de embriões descongelados e origem dos espermatozóides. O objetivo foi avaliar a viabilidade de embriões congelados em ciclos de ICSI de pacientes azoospérmicos, submetidos à TESA ou PESA, no subseqüente ciclo de descongelamento.
MÉTODO
Foram avaliados, de forma retrospectiva, 36 ciclos de descongelamento de embriões obtidos pela técnica de ICSI utilizando espermatozóides provenientes de TESA (ICSI-TESA) ou PESA (ICSI-PESA), no período entre Janeiro de 2002 e Dezembro de 2006. Os 347 ciclos provenientes da técnica de ICSI utilizando espermatozóides ejaculados (ICSI-EJAC) foram analisados de modo comparativo.
RESULTADOS
Não houve diferença após descongelamento entre ICSITESA e PESA para embriões degenerados (31,4 e 36% p=0,5082), viáveis (68,6 e 64% p=0,5082), intactos (11,6 e 18% p=0,2256), transferidos (47,7 e 37% p=0,1413), desprezados (52,3 e 63% p=0,1413), gestação (13,3 e 18,8% p=0,6820) e implantação (12,1 e 13,3% p=0,8782). Um caso de aborto foi registrado para ICSI-PESA. Os grupos não apresentaram diferença significativa na sobrevivência (p=0,3163), embriões degenerados (p=0,3163), gestação (p=0,6241), implantação (p=0,5980) e aborto (p=0,8570) comparados com ICSI-EJAC. Foi observada maior porcentagem de embriões (50,7 e 41,9% p=0,0217) e ciclos transferidos (94 e 86,1% p=0,0716) para ICSI-EJAC.
CONCLUSÕES
Os resultados obtidos sugerem que origem dos espermatozóides nos ciclos de ICSI não compromete o sucesso dos casos subseqüentes de descongelamento de embriões. Apesar de estabelecido que o grau de maturação do espermatozóide pode afetar o desenvolvimento embrionário, resultando em um número menor de embriões considerados viáveis para congelamento, os embriões que atingem os parâmetros adequados para criopreservação apresentam o mesmo perfil daqueles resultantes de espermatozóides ejaculados quando submetidos a ciclos subseqüentes de descongelamento.
CÓDIGO 11
Autor principal:
Fabio Firmbach Pasqualotto
Co-autores:
Pasqualotto, E.B.; Salvador, M.; Iaconelli Jr, A; Catafesta, E.; Borges Jr, E.
Instituição dos autores:
Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade de Caxias do Sul, Caxias do Sul - RS; CONCEPTION - Centro de Reprodução Humana, Caxias do Sul - RS; Fertility - Centro de Fertilização Assistida, São Paulo - SP; Associação Instituto Sapientiae - Centro de Estudos e Pesquisa, São Paulo - SP
OBJETIVO
O espermatozóide humano é rico em ácidos graxos poliinsaturados e desta maneira susceptíveis ao ataques das espécies reativas de oxigênio. Para contrabalançar os efeitos deletérios das espécies reativas de oxigênio (EROS), o plasma seminal possui uma grande variedade de sistemas antioxidantes que tentam neutralizar as EROS e prevenir o dano celular interno. Nós avaliamos se existe algum grupo específico de homens inférteis que tenha maior dano celular pelo estresse oxidativo em função da avaliação dos níveis de antioxidantes seminais.
MÉTODO
Vinte e um doadores de sêmen e 112 pacientes inférteis foram incluídos neste estudo. Nós dividimos nossos pacientes em pacientes inférteis em 3 grupos diferentes de acordo com o diagnóstico clínico: grupo A, varicocele (n = 62); grupo B, infecção (n = 18); grupo C, infertilidade idiopática (n = 32). As características seminais, níveis de Catalase, Superóxido dismutase (SOD) foram avaliados em pacientes com diferentes diagnósticos clínicos e doadores de sêmen.
RESULTADOS
A concentração seminal, motilidade e morfologia foram significativamente reduzidas nos grupos A e B comparado aos doadores de sêmen (p = 0,04). Os níveis de SOD (14,67 ± 7,27) e Catalase (14,87 ± 1,95) foram inferiores nos pacientes inférteis comparados aos doadoes de sêmen (SOD = 38,03 ± 21,65) (Catalase = 34,03 ± 20,65) (p = 0,02). Os pacientes no grupo C apresentam uma tendência (sem alcançar significância estatística) para níveis inferiores de SOD (12,2 ± 5,4) e Catalase (12,6 ± 1,7) comparado a outros grupos de homens inférteis (p = 0,05).
CONCLUSÕES
Independentemente do diagnóstico clínico e características seminais, a presença de estresse oxidativo seminal nos homens inférteis sugere seu papel na fisiopatologia da infertilidade masculina.
CÓDIGO 13
Autor principal:
Rogério Caixeta Moraes de Freitas
Co-autores:
Campos, M.S.; Shibasaki, H.I
Instituição dos autores:
Médico residente em Ginecologia e Obstetrícia da Universidade Federal de Mato Grosso; Bióloga do Instituto Pérola - Saúde, Pesquisa e Diagnóstico; Acadêmico de Medicina da Universidade de Cuiabá; Diretor Clínico - Instituo Pérola - Saúde, Pesquisa e Diagnóstico
OBJETIVO
Comparar dois esquemas de indução da ovulação para inseminação intra-uterina (IIU) através da avaliação da espessura do endométrio, números e tamanho médio dos folículos dominantes, quantidade de gonadotrofinas utilizadas e a taxa de gravidez.
MÉTODO
Avaliamos 50 ciclos de IIU divididos em 2 grupos: o controle usou 100mg/dia de Citrato de Clomifeno (Serophene 50) do 5º-9º dia do ciclo e r-hFSH 75UI/dia (Gonal-f 75UI) em dias alternados a partir do 3º dia (CC+FSH, n= 32); o outro grupo acrescentou-se ao esquema anterior r-hLH 75UI/dia (Luveris 75UI) na fase folicular média (CC+FSH+LH, n=18). Nos dois grupos administrou-se o r-hCG (Ovidrel 250mcg) quando os folículos apresentaram diâmetro ?18mm. A IIU foi realizada 16-40h após o r-hCG. Utilizou o teste t de Student e teste x2 para comparação entre as médias e proporções, respectivamente.
Resultados:
A média de idade foi semelhante para os grupos (CC+FSH= 32±1a; CC+FSH+LH= 31,6±0,9a).Não houve diferença significativa na espessura endometrial (11ºdia) (CC+FSH 7,6±0,2mm; CC+FSH+LH 7,7±0,4mm). O número de folículos foi significativamente mais elevado no grupo CC+FSH+LH (3,5 ±0,2 contra 2,9±0,2 do CC+FSH, p=0,04) não havendo diferença entre os diâmetros médios dos mesmos (CC+FSH 18,7±0,2mm e CC+FSH+LH 18,7±0,2mm). Não se observou significância quanto ao número de ampolas de r-hFSH utilizadas (CC+FSH= 4,9±0,8; CC+FSH+LH 5,0±0,3). Utilizou no grupo CC+FSH+LH 2±0,9 ampolas de r-hLH. A taxa clínica de gravidez foi significativamente mais elevada no grupo CC+FSH+LH(28%) contra CC+FSH(13%) p=0,03.
CONCLUSÕES
A suplementação de r-hLH na fase folicular média parece ser importante para melhorar a eficiência da estimulação ovariana na técnica de reprodução assistida (IIU).
CÓDIGO 14
Autor principal:
Rodolpho Cruz Vieira
Co-autores:
Navarro, P.A.A.S.; Barcelos, I.D.E.S.; Ferreira, E.M.; Reis, R.M.; Ferriani, R. A.
Instituição dos autores:
Universidade de São Paulo - Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP - RP. Hospital das Clínicas
OBJETIVO:
Apesar de controversos, alguns dados sugerem que as menores taxas de fertilização observadas em pacientes com SOP submetidas a procedimentos de reprodução assistida de alta complexidade poderiam ser decorrentes da piora de sua qualidade oocitária. O objetivo deste estudo foi avaliar a possível relação entre SOP e anomalias morfológicas do fuso meiótico e da distribuição cromossômica de oócitos maturados in vitro obtidos de ciclos estimulados.
MÉTODO
Pacientes inférteis, portadoras de SOP e controle submetidas a ciclos estimulados para ICSI com idade até 38 anos foram divididas prospectivamente e consecutivamente em grupo A (5 pacientes com SOP que doaram oócitos imaturos) e grupo B (3 pacientes com fator tubáreo e/ou masculino com oócitos imaturos). Consentimento escrito informado foi obtido de todas as pacientes. Oócitos imaturos (vesicula germinativa e metáfase I) foram submetidos a Maturação In Vitro (MIV). Por microscopia de imunofluorescência, visualisamos o fuso e a distribuição cromossômica de oócitos em Metáfase II após MIV.
RESULTADOS:
De 14 oócitos imaturos doados pelas 5 pacientes grupo A e dos 15 oócitos doados por 4 pacientes do grupo B, 10 e 12, respectivamente, evoluíram para Metáfase II (MII) mediante MIV após ciclo estimulado com gonadotrofinas para ICSI. 1 MII do grupo controle não pôde ser analisado. No grupo A, dos 10 oócitos MII analisados provenientes de 4 oócitos em VG e de 6 em MI, foram observados 3 MII normais (30%), 6 MII anormais (60%) e 1 em estágio de telófase 1 normal (10%). No grupo controle, de 11 oócitos MII analisados (7 provenientes de VG e 4 de MI), foram observados 5 MII normais (45,4%), 3 MII anormais (27,3%), 1 oócito em telófase 1 normal e 2 sofreram ativação partenogenética.
CONCLUSÕES:
Os dados preliminares do presente estudo sugerem que a incidência de anomalias meióticas, caracterizadas por ruptura do fuso e/ou desalinhamento cromossômico do equador do fuso, seja maior em oócitos de pacientes com SOP, do que com fator masculino e/ou tubário. Este resultado indica uma possível explicação para a menor taxa de fertilização observada em pacientes com SOP submetidas a Terapia de Reprodução Assistida (TRA), assim como para o reduzido potencial de desenvolvimento embrionário nestas pacientes, o que pode ser melhor avaliado com o aumento da casuística do presente estudo.
CÓDIGO 16
Autor principal:
Sidney Verza Jr
Co-autores:
Schneider, D.T.; Esteves, S.C.
Instituição dos autores:
Androfert - Centro de Referência em Reprodução Masculina, Campinas, SP
OBJETIVO
Estudo prospectivo randomizado que teve como objetivo comparar o desenvolvimento de pré-embriões humanos até o dia 3 usando 2 diferentes meios de cultura comercialmente disponíveis.
MÉTODO
Um total de 763 oócitos metáfase II (MII) recuperados para utilização em fertilização in vitro com injeção intracitoplasmática do espermatozóide (FIV-ICSI) foram randomizados para cultura. Após a ICSI, os oócitos injetados foram cultivados por 3 dias utilizando dois meios de cultura diferentes: (i) Global (LifeGlobal, n=376) e (ii) IVF (Vitrolife, n=387). As taxas de pré-embriões de boa qualidade (EBQ) nos dias 2 e 3 foram comparadas. EBQ foram definidos pela presença de 3-4 e 7-9 blastômeros simétricos nos dias 2 e 3, respectivamente, e com grau I ou II de fragmentação citoplasmática.
RESULTADOS
Taxas de fertilização normal após ICSI não foram estatisticamente diferentes entre os grupos (72,5±22,0% e 75,6±19,9% Global vs. IVF, respectivamente). No entanto, pré-embriões cultivados em meio de cultura Global tiveram uma proporção de EBQ significativamente maior no dia 2 (77,8±33,6% vs. 63,4±30,3%, p=0,01) e no dia 3 (70,1±32,0% vs. 45,8±33,5%, p<0,01) em comparação ao meio de cultura IVF. Além disto, maiores taxas de clivagem foram observadas no grupo Global em comparação ao IVF (98,8±5,0% vs. 93,5±14,7%, p<0,01). Quando apenas pré-embriões sem fragmentação (grau I) foram comparados, não houve diferença entre os dois meios de cultura no dia 3 (25,0±30,2% vs. 19,6±27,5%).
CONCLUSÕES
Nossos dados sugerem que a proporção de EBQ é significativamente elevada pela cultura de pré-embriões humanos obtidos após ICSI utilizando-se meio de cultura Global em comparação ao meio de cultura IVF. Isto pode ser útil no sentido de gerar EBQ não somente para transferência, como também para criopreservação. Além disto, pode ser especialmente relevante nos ciclos em que baixo número de oócitos maduros é esperado.
CÓDIGO 18
Autor principal:
Maria do Carmo Borges de Souza
Co-autores:
Mancebo, ACA; Rocha, CA; Henriques, CA
Instituição dos autores:
G&O Barra - Ginecologia e Obstetrícia da Barra - Rio de Janeiro - RJ; Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) - Instituto de Ginecologia - RJ
OBJETIVO
Ainda não estão bem estabelecidos os parâmetros que definem a viabilidade dos embriões resultantes dos procedimentos de fertilização “in vitro”. Considera-se o embrião de boa qualidade, aquele que no dia 3 de cultura apresenta 8 células e fragmentação menor que 20%. Este estudo teve por objetivo avaliar o valor preditivo do número de embriões de boa qualidade transferidos correlacionando com taxa de gestação clínica e incidência de gêmeos e trigêmeos, em ciclos de pacientes que receberam 3 embriões no dia 3 de cultura.
MÉTODO
O estudo envolveu 97 pacientes submetidas a ICSI..Os critérios de inclusão foram: pacientes ? 38 anos, pelo menos 3 zigotos e 3 embriões transferidos no dia 3. O protocolo de estimulação utilizou r-FSH, agonista de GnRH e r-hCG. O crescimento folicular foi monitorado por ultra-sonografia transvaginal e na presença de pelo menos um folículo > 18 mm e dois > 16 mm administrou-se r-hCG. As pacientes foram dividas em 3 grupos de acordo com o nº de embriões de boa qualidade transferidos. Grupo 1: um embrião (n=29); Grupo 2: dois embriões (n=32); Grupo 3: três embriões (n=36). .
RESULTADOS
Não houve diferença significativa quanto a idade, nº de oócitos M II aspirados, nº de embriões disponíveis para transferência e taxa de fertilização. As taxas de gestação foram: 24,13%, 53,12 % e 52,77% respectivamente nos grupos 1, 2 e 3. As taxas de implantação foram: 8%, 23,9% e 22,5%. As taxas de implantação e gestação foram significativamente menores no grupo 1 quando comparadas aos grupos 2 e 3. Não houve diferença significativa nas taxas de gestação e implantação entre os grupos 2 e 3. Quanto a incidência de gestação multipla (gêmeos e trigêmeos) observamos: ausência de multiplos no grupo 1; 23,5% de gêmeos e 5% de trigêmeos no grupo 2 e 21% de gêmeos e 5% de trigêmeos no grupo 3.
CONCLUSÕES
O número de embriões de boa qualidade disponiveis para transferência no dia 3 mostrou ser importante fator preditivo nos resultados (taxas de implantação e gestação) de ciclos de fertilização “in vitro”. Nossos dados mostraram que a transferência de 2 ou 3 embriões de boa qualidade resultou em taxas de implantação e gestação semelhantes. Contudo, devido a alta incidência de gestação múltipla e uma vez que o objetivo do tratamento é a obtenção de bebê único e saudável, devemos considerar a transferência de um único embrião de boa qualidade em pacientes com idade < 38 anos e que tenham dois ou mais embriões de boa qualidade disponíveis para transferência no dia 3 de cultura.
CÓDIGO 19
Autor principal:
Maria do Carmo Borges de Souza
Co-autores:
Mancebo, ACA; Rocha, CA; Henriques, CA; Santos, HCN
Instituição dos autores:
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) - Instituto de Ginecologia; G&O Barra - Ginecologia e Obstetrícia da Barra - Rio de Janeiro - RJ
OBJETIVO
O manejo dos ciclos com antagonista de GnrH capaz de proporcionar os melhores resultados em ciclos de ICSI ainda não está bem estabelecido. O objetivo deste estudo é comparar os resultados de um protocolo de sete dias de administração de estradiol na fase lútea seguido por um período sem medicação até o segundo dia do ciclo com resultados de ciclos não previamente tratados.
MÉTODO
138 pacientes submetidas a ICSI de Janeiro/2003 a Dezembro/2006. Os critérios de inclusão foram: 1º ciclo de ICSI a fresco, não-doadoras e idade < 39 anos. As pacientes foram divididas em 2 grupos. Grupo A: 61 pacientes usaram estradiol oral 4mg/dia a partir do 21º dia do ciclo anterior, por 7 dias e Grupo B: 77 pacientes não receberam qualquer medicação. As pacientes foram submetidas ao protocolo de estímulo com r- FSH, antagonista de GnRH e r-hCG. O crescimento folicular foi monitorado por US transvaginal, e na presença de pelo menos um folículo > 18 mm e dois > 16 mm administrou-se r-hCG.
RESULTADOS
Não houve diferença significativa entre os grupos quanto à idade, nº de oócitos M II, taxa de fertilização, nº de embriões de boa qualidade transferidos, espessura endometrial no dia do hCG e nível de progesterona no 2º dia do ciclo. As taxas de gestação e implantação foram, respectivamente: 40% e 17% (grupo A) e 30% e 12% (grupo B), sem diferença significativa. Houve diferença significativa na duração do estímulo (dias): Grupo A: 9,96 e Grupo B: 10,62; no nº de oócitos aspirados: Grupo A: 9,11 e Grupo B: 7,14 e no nº de embriões de boa qualidade > 6 células: Grupo A: 2,88 e Grupo B: 1,97.
CONCLUSÕES
Apesar de não apresentar diferença significativa no nº de oócitos M II e nas taxas de implantação e gestação, o protocolo com estradiol na fase lútea antecedente parece ser uma abordagem mais fisiológica capaz de diminuir o período de estímulo nos ciclos de ICSI com antagonista.
CÓDIGO 20
Autor principal:
Ionara Diniz Barcelos
Co-autores:
Rosa e Silva, JC; Nogueira, AA; Navarro, PA; Ferriani, RA
Instituição dos autores:
Universidade de São Paulo - Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP - RP. Hospital das Clínicas
OBJETIVO
Relatar caso de associação entre metaplasia óssea endometrial e infertilidade, bem como discutir o uso da histeroscopia como instrumento diagnóstico e terapêutico.
MÉTODO
Relato de caso de paciente com história de perda gestacional prévia, com diagnóstico de infertilidade secundária, com imagem ultrassonográfica hiperecogênica em fundo uterino submetida a investigação e tratamento histeroscópico.
RESULTADOS
Paciente de 33 anos com infertilidade secundária, eliminação de fragmentos ósseos no sangramento menstrual e história de aborto. Realizado ultrassom transvaginal: imagem hiperecogênica sugestiva de endometrite crônica ossificante. Histeroscopia diagnóstica revelou endométrio proliferativo, com 2 estruturas ósseas coraliformes, de 1,5cm cada, em corno direito e parede posterior do útero. Realizada biópsia, cujo exame anátomo patológico evidenciou endometrite crônica inespecífica com calcificação distrófica. A lesão foi tratada por histeroscopia, sem complicações. Microscopia evidenciou tecido endometrial com metaplasia óssea no estroma. Nove meses após, a paciente engravidou espontaneamente.
CONCLUSÕES
A histeroscopia se constitui como um bom método de investigação e tratamento de metaplasia óssea endometrial associada à infertilidade.
CÓDIGO 21
Autor principal:
ANDREA CRISTINA FARKAS CREPALDI
Co-autores:
GONÇALVES, S.P.; MONTELEONE, P.P.R.; VARELLA, A.D.; MONTELEONE, P.A.A
Instituição dos autores:
Centro de Reprodução Humana Monteleone, São Paulo - Brasil
OBJETIVO
Descrever o protocolo de criopreservação utilizado em nosso serviço e apresentar os resultados obtidos.
MÉTODO
Técnica de congelamento lento e descongelamento rápido com 1,2 Propanodiol e sucrose, em kits comerciais (Freeze- Kit 1™, Vitrolife e Thaw-kit 1™, Vitrolife). O equipamento necessário para a redução gradual da temperatura (congeladora CryoLogic) foi previamente preparado com as seguintes curvas: ínicio=20,0ºC; até -7,0ºC a 2,00ºC/min, SEED, até-35ºC a 0.30ºC/min; até -43,0º C a 0.60ºC/min. No descongelamento lento, não há necessidade do uso de congeladora. As palhetas são retiradas dos containers de nitrogênio líquido, mantidas por 30s em temperatura ambiente e 30s a 30ºC, respectivamente.
RESULTADOS
TABELA I: RESULTADOS No de ciclos 43 Embriões descongelados 348 Idade das pacientes (média) 33,83 Embriões transferidos 136 Embriões transferidos/paciente (média) 3,2 Gestações clínicas 39,5% (17/43) Taxa de implantação 14,7% (20/136) Taxa de abortamento 41,1% (7/17) Taxa de gestação ongoing 23,2% (10/43) TABELA II: Grau A (0% fragmentação) N = 183 Sobrevivência = 134 (73%) Degenerados = 49 (27%) Grau B (até 20% de fragmentação) N = 134 Sobrevivência = 81 (60%) Degenerados = 53 (40%) Grau C ( até 50% de fragmentação) N = 25 Sobrevivência = 6 (24%) Degenerados = 19 (76%) Grau D (> 50% de fragmentação) N = 6 Sobrevivência = 1 (17%) Degenerados = 5 (83%)
CONCLUSÕES
Os resultados obtidos neste período de estudo mostraram taxas de gestação clínica semelhantes às relatadas para embriões frescos (idade de até 35 anos) pela Red Latino- Americana de Reproduccion Asistida em 2003 (39,5% X 39%). Embora o número de abortamentos tenha sido alto, a taxa de gestação ongoing permaneceu aceitável se comparada com dados da Red LatinoAmericana de Reproduccion Asistida para ciclos de embriões criopreservados em pacientes de até 35 anos (23,2% X 19,8%). O estudo mostra, ainda, menores taxas de sobrevivência de embriões congelados com graus elevados de fragmentação (C e D).
CÓDIGO 23
Autor principal:
Maria do Carmo Borges de Souza
Co-autores:
Bulus, MC; Mancebo,ACA; Rocha,CA; Henriques, CA
Instituição dos autores:
G&O Barra - Ginecologia e Obstetrícia da Barra - Rio de Janeiro - RJ; Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) - Instituto de Ginecologia - RJ
OBJETIVO
Ginecologistas relutam em prescrever gonadotrofinas, seja por dificuldade de lidar com poliovulação. Desenhamos um estudo piloto, randomizado, prospectivo, monocêntrico, fase 4, para estabelecer a eficácia do rFSH em baixas doses, em esquema de uso contínuo ou em dias alternados para mulheres anovuladoras em ciclos de baixa complexidade. Para buscar a eficácia, estabelecemos a taxa de gravidez cumulativa entre os grupos. Ao final da análise de 30 ciclos uma reavaliação apontaria o n mínimo de pacientes ou ciclos em cada braço para um estudo completo
MÉTODO
Estudo preliminar visando 30 ciclos de pacientes anovuladoras <39 anos. Critério de inclusão: infertilidade >12 meses, sem clomifene/gonadotrofinas nos últimos 3 meses, FSH<12 e BMI<30, tubas pérvias. Espermograma normal/preparo adequado para inseminação. Pacientes randomizadas em 2 protocolos por até 3 ciclos, a partir do dia 3: Grupo A: 75UI diários e Grupo B, 75UI em dias alternados. Controles de US iniciados dia 8. Ajustes de doses em 37,5 UI. Ovulação desencadeada com rHCG se 1 folículo ?18mm e endométrio >6mm. Relação sugerida para o dia do HCG +2 ou inseminação entre 36-40h pós rHCG.
RESULTADOS
19 pacientes realizaram 32 ciclos (grupo A:18 ciclos/11 pacientes e Grupo B: 14 ciclos/8 pacientes).Antes da análise, 5 ciclos foram excluídos: 4 do grupo A (2 abandonos e 2 gestações espontâneas) e 1 do Grupo B (ciclo não-iniciado). Assim, a análise compreendeu 27 ciclos dentre 14 pacientes (grupo A:14 ciclos/7 pacientes e grupo B: 13 ciclos/7 pacientes). Não houve diferença significativa nas idades entre os grupos (A:32,1 anos e B:31,9 anos), no nº de folículos >18mm e nas taxas de gravidez. A taxa de gravidez cumulativa por paciente foi de 2/7 (28,6%) no grupo diário e de 1/7 (14,3%) no protocolo alternado, sem diferença significativa
CONCLUSÕES
O protocolo de 75UI em dias alternados é bastante atrativo pelo menor custo na indução de anovuladoras. Este estudo recrutará pelo menos mais 101 pacientes em cada braço para confirmar a eficácia
CÓDIGO 24
Autor principal:
Ionara Diniz Barcelos
Co-autores:
Vieira, R.C.; Ferreira, E.M.; Ferriani, R.A.; Navarro, P.A.
Instituição dos autores:
Universidade de São Paulo - Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP - RP. Hospital das Clínicas
OBJETIVO
Embora controversos, alguns dados sugerem um potencial papel do estresse oxidativo (EO) na patogênese da endometriose. Como o EO pode promover dano oxidativo no fuso meiótico, propomos avaliar a potencial associação entre endometriose e anormalidades da morfologia do fuso meiótico e da distribuição cromossômica de oócitos humanos maturados in vitro obtidos de ciclos estimulados.
MÉTODO
Pacientes com idade até 38 anos, submetidas a indução de ovulação para ICSI foram selecionadas prospectivamente: grupo A (Endometriose, 31 pacientes) e B (Controle, 22 pacientes - fator tubário ou masculino). Termo de consentimento esclarecido foi obtido. Oócitos imaturos, vesícula germinativa ou estágio de metáfase I, foram submetidos a maturação in vitro (MIV) por 19 horas ± 1 h ou 4 horas ± 0,5 h, respectivamente, de acordo com curva de maturação previamente realizada. Após a MIV, maturados foram fixados e corados para avaliação de microtúbulos e cromatina por imunofluorescência.
RESULTADOS
Do total de oócitos imaturos obtidos, 45,6% (21/46) e 57,1% (12/21) desenvolveram para estágio de metáfase II (MII) após MIV nos grupos A e B, respectivamente. No grupo A, dos 18 oócitos analisados, 8 estavam em estágio MII normal, 3 estavam em MII, mas eram anormais; 5 estavam em estágio de telófase I e 2 sofreram ativação partenogenética. No grupo controle, dos 11 oócitos analisados, 5 estavam em MII e apresentavam distribuição cromossômica normal, 3 eram MII anormais, 1 estava em estágio de telófase I e 2 sofreram ativação partenogenética. Os demais oócitos não foram analisados devido à falência no processo de fixação das estruturas ou perda da célula durante o procedimento.
CONCLUSÕES
Os dados preliminares do presente estudo sugerem que oócitos que alcançam o estágio de MII apresentam incidência semelhante de anormalidades meióticas entre os grupos endometriose e controle. Entretanto observa-se uma tendência daqueles oócitos provenientes do grupo endometriose de se manterem em estágio de telófase I. A taxa de maturação in vitro de oócitos imaturos obtidos em ciclos estimulados não diferem entre os grupos, entretanto, tende a ser menor em mulheres inférteis com endometriose.
CÓDIGO 25
Autor principal:
Adriana de Goes Soligo
Co-autores:
Dr Ricardo Barini; Dra.Egle Cristina Couto de Carvalho; Dra. Joyce Annichino-Bizzacchi
Instituição dos autores:
Departamento de Tocoginecologia da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP; Departamento de Tocoginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP ? Divisão de Obstetrícia; Departamento de Tocoginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP; Departamento de Clínica Médica Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
OBJETIVO
Determinar a prevalência dos fatores trombofílicos em mulheres inférteis. : o anticorpo anticardiolipina (ACL) e o anticoagulante lúpico (ACGL); a deficiência de proteína C (DPC), a deficiência de proteína S (DPS), a deficiência de antitrombina (DAT), a presença do fator V de Leiden, uma mutação no gene da protrombina e a mutação da metileno tetra hidrofolato redutase (MTHFR).
MÉTODO
Foi realizado um estudo de corte transversal, no qual foram admitidas mulheres inférteis atendidas em clínica privada com investigação de trombofilia, conforme protocolo da referida clínica, no período de março de 2003 a março de 2005, após aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa da UNICAMP.
RESULTADOS
Os valores de prevalência obtidos para ACL e ACGL foram de 2%. A prevalência dos fatores trombofílicos hereditários foram: DPC 4%, DPS 6%, DAT 5%, fator V de Leiden 3%, mutação da protrombina 3%, mutação MTHFR 57%.
CONCLUSÕES
Das 144 pacientes selecionadas, 105 mulheres, ou seja, 72,9% apresentavam pelo menos um fator trombofílico presente. Isto reforça a importância e justifica a necessidade da investigação neste grupo.
CÓDIGO 29
Autor principal:
Joyce Fioravanti
Co-autores:
Mariana Antunes Ribeiro; José Roberto Alegretti; André Monteiro da Rocha; Paulo Serafini; Eduardo Leme Alves Motta
Instituição dos autores:
Huntington - Centro de Medicina Reprodutiva - São Paulo
OBJETIVO
A estimulação ovariana controlada pode produzir um número grande de oócitos que se fertilizados podem criar dilemas ético,sociais e religiosos,porém a criopreservação de oócitos é uma alternativa para a manutenção desses gametas excedentes e que podem ser utilizados em ciclos de fertilização futuros.A criopreservação pode ser realizada por meio do congelamento lento ou vitrificação e reportamos recentemente a superioridade da técnica de vitrificação de oócitos. O objetivo do presente resumo é relatar o nascimento de crianças saudáveis a partir da fertilização in vitro de oócitos vitrificados.
MÉTODO
A vitrificação foi realizada em oócitos excedentes 4 horas após a punção folicular e a técnica utilizada foi a de closed pulled straws com o Vitrification kit da Irvine Scientific, seguindo as instruções do fabricante. Inicialmente a transferência foi realizada com embriões frescos e no caso de falha, os oócitos criopreservados foram aquecidos, submetidos a FIV com ICSI, cultivados até o dia 3 após a fertilização e transferidos para as pacientes.
RESULTADOS
Foram realizados 39 ciclos de aquecimento oocitário e FIV com uma média de 2,75 embriões transferidos. Dessas transferências, houve gestação positiva em 14 casos que resultaram em 6 nascimentos de crianças saudáveis e cujos dados de idade gestacional, escala APGAR e peso ao nascer se encontram na tabela. Tabela - Número de bebês nascidos por gestação, idade gestacional (IG), peso e escala APGAR dos bebês. Nº de bebês IG Peso (Kg) APGAR 1 41 2,625 10 1 39 3,370 10 1 36 2,780 8 1 39 3,910 10 1 38 3,600 10 1 39 3,100 10
CONCLUSÕES
A técnica de vitrificação de oócitos é capaz de produzir gestações com o nascimento de crianças saudáveis permitindo o aproveitamento de oócitos excedentes de ciclos FIV.
CÓDIGO 30
Autor principal:
Vanessa Pimentel Simeão
Co-autores:
Castro, HRV; Gianini, G; Figueirêdo, DL
Instituição dos autores:
Hospital Regional de Sobradinho - SES - DF
OBJETIVO
Avaliar e discutir os motivos de retirada do TCu380a entre 1874 pacientes, acompanhadas em um serviço de reprodução humana durante o período de março de 1989 a abril de 2007.
MÉTODO
Todas as pacientes foram devidamente informadas em grupos sobre os métodos contraceptivos e acompanhadas ambulatorialmente após a inserção voluntária por um período de pelo menos 5 anos. Foram coletados retrospectivamente da ficha de atendimento ambulatorial dados relativos à: idade, motivo de retirada, ´tempo de permanência do Diu e número de consultas.
RESULTADOS
A idade de utilização do método variou de 17 a 48 anos.
O tempo de permanência do método variou de 1 mês aos pelo menos 5 anos correspondentes ao período integral proposto pelo presente estudo. O número de consultas variou de 1 a 22 entre as pacientes avaliadas: 52,2% permaneceram com o método. 47,8% delas interromperam a utilização do método as causas foram: desejo de engravidar (13,3%), expulsão do diu total ou parcial (12,1%), gravidez com o Diu (2,4%), sangramento transvaginal (2,3%), dor pélvica (1,8%), dismenorréia, (1,8%), infecção pélvica (1,7%), e outros (11,4%).
CONCLUSÕES
O diu foi bem tolerado no presente estudo tendo como maiores motivações de retirada o desejo de gravidez e a expulsão do dispositivo.
CÓDIGO 31
Autor principal:
Marcio Augusto Buffolo
Co-autores:
Taloni, F.D.; Berni. M.A.; Garcia, M.C.P.
Instituição dos autores:
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul UFMS - Campus de Três Lagoas - Departamento de Ciências Biológicas
OBJETIVO
Avaliar a incidência de anomalias cromossômicas em crianças concebidas através micromanipulação (FIV, ICSI e FIV+ICSI) em reprodução humana assistida e nascidas vivas.
MÉTODO
Na análise bibliográfica em dados obtidos na REDLARA (Rede Latino Americana de Reprodução Assis-tida), num montante de 2521 nascidos vivos em 2000, 3493 em 2001 e 4000 em 2002 oriundas de ciclos de micromanipulação (FIV, ICSI e FIV+ICSI) em reprodução humana assistida (RHA) onde, depois de separados, esses dados foram comparados com o índice de anomalias cromossômicas referentes a recém nascidos resultantes de RHA e a incidência esperada para a população geral, especificando os tipos de anomalias, e assim, empregando a análise estatística usando o teste do X2 (nível de significância p<0,05)
RESULTADOS
No ano de 2000, num total de 2521 nascidos vivos, houve 14 casos de anomalias (0,55%), sendo 3 prove-nientes de FIV e 11 de ICSI (destaque para 3 casos de trissomia do cromossomo 9). No ano de 2001, num total de 3493 nascidos vivos, houve 17 casos (0,48%), sendo 4 provenientes de FIV e 13 oriundas de ICSI (destaque para 4 casos de monossomia 45, X) e no ano de 2002, num total de 4000 crianças nascidas vivas, ocorreram 23 casos (0,57%), sendo 4 provenientes de FIV e 19 de ICSI (destaque para 6 casos de trissomia do 21). A média das anomalias cromossômicas nos 3 anos foi de 0,53% e não houve diferença significativa em relação aos índices gerais para a população (p>0,05), que é de 0,44%.
CONCLUSÕES
As crianças concebidas por RHA através de micromanipulação (FIV, ICSI e FIV+ICSI) e nascidas vivas apresentaram incidência de anomalias cromossômicas (0,53%) próximo ao esperado para a população geral (0,44%). Entretanto, para estabelecer com precisão os riscos de anomalias cromossômicas é necessária continuidade na avaliação das crianças concebidas por RHA e um contínuo monitoramento dos dados reportados pelos centros responsáveis pelos procedimentos.
CÓDIGO 32
Autor principal:
Laila S.T.Rosário Rahme
Co-autores:
Alvarenga, R. L. L.S.; Noviello, M.; Amorim, W. C.; Santos Jr., J. L.; Ribeiro, R. C.
Instituição dos autores:
Instituto de Saúde da Mulher
OBJETIVO
Comparar o percentual de recuperação dos espermatozóides em amostras de sêmen normais (N) e anormais (AN) utilizando o Gradiente Descontínuo de Percoll.
MÉTODO
Um total de 96 amostras de sêmen de pacientes de casais inférteis (N=62 e AN=34) foi submetido a beneficiamento diagnóstico utilizando a técnica de Percoll. Foram avaliados os seguintes parâmetros: idade da paciente e do marido, volume do ejaculado, dias de abstenção, concentração de leucócitos, motilidade antes e após o beneficiamento, contagem antes e após o beneficiamento e recuperação final em porcentagem. Todos esses parâmetros foram individualmente correlacionados. Foram utilizados para análise estatística os testes Mann-Whitney, o Teste Exato de Fisher e o ANCOVA.
RESULTADOS
Foi encontrada diferença significativa (p< 0,001) entre as idades médias dos maridos (X = 34,80 nas N e X = 38,44 nas AN), na média do volume (X = 3,61 ml das N e X = 2,41 ml nas AN), na motilidade (X = 68,84% de espermatozóides móveis nas N e X = 53,09% nas AN) e no número total de móveis (X = 181,29 x 10^6 para N e X = 48,37 x 10^6 para AN). O número total de móveis após preparo foi maior nas amostras normais (p< 0,001, X = 56,42 x 10^6 versus X = 21,88 x 10^6 para AN). No entanto, o percentual de recuperação final foi significativamente superior nas AN (p = 0,008 com X = 35,37% nas N e X = 60,68% nas AN).
CONCLUSÕES
Apesar da motilidade e do número total de móveis continuarem menores após o preparo em amostras de sêmen anormais, o método Gradiente Descontínuo de Percoll resultou numa maior recuperação percentual do número total de espermatozóides móveis neste grupo.
CÓDIGO 33
Autor principal:
Joyce Fioravanti
Co-autores:
Mariana Antunes Ribeiro; José Roberto Alegretti; André Monteiro da Rocha; Paulo Serafini; Eduardo Leme Alves Motta
Instituição dos autores:
Huntington - Centro de Medicina Reprodutiva - São Paulo os oócitos vitrificados foram aquecidos e submetidos a ICSI. Devido a intercorrências de ordem pessoal o casal desistiu da transferência dos embriões que foram vitrificados pela técnica de closed pulled straw.O aquecimento dos embriões para a transferência foi posteriormente solicitado pelo casal e após novo preparo foram transferidos 4 embriões.
OBJETIVO
A vitrificação de embriões humanos é um processo já bem estabelecido e que mostra resultados seguros de sua aplicação. Contudo, somente recentemente relatamos a superioridade da vitrificação de oócitos para a preservação de gametas excedentes provenientes de ciclos de fertilização in vitro. O objetivo deste trabalho é relatar o sucesso de um ciclo de fertilização in vitro que combinou as técnicas de vitrificação de oócitos e embriões.
MÉTODO
Inicialmente os oócitos foram submetidos à fertilização in vitro por ICSI e os excedentes foram vitrificados por meio da utilização da técnica de closed pulled straws com o Vitrification kit Irvine Scientific.Após falha na transferência de embriões
RESULTADOS
Foram coletados inicialmente 21 oócitos, dos quais 10 foram vitrificados e reaquecidos após a falha do ciclo com embriões a fresco. Nove oócitos sobreviveram ao aquecimento e foram submetidos a FIV por ICSI dos quais 6 tiveram fertilização normal, 2 tiveram fertilização anormal e um degenerou. Os zigotos normais tiveram clivagem satisfatória, mas apenas 4
puderam ser vitrificados no terceiro dia após fertilização. Após o aquecimento os embriões foram submetidos à eclosão assistida por laser e transferidos para o útero materno. Doze dias após a transferência a paciente apresentou concentração sérica de ?hCG de 632,4 mUI/mL. Atualmente a paciente está gestante.
CONCLUSÕES
A vitrificação de oócitos é uma técnica que permite a produção de embriões de boa qualidade que se vitrificados produzem gestações, portanto as duas técnicas pode ser utilizadas conjuntamente
CÓDIGO 34
Autor principal:
Sidney Verza Jr
Co-autores:
Schneider, D.T.; Esteves, S.C.
Instituição dos autores:
Androfert - Centro de Referência em Reprodução Masculina, Campinas, SP
OBJETIVO
Dentre os parâmetros exigidos para a adequação dos serviços de Reprodução Humana (RH) frente à RDC 33 da ANVISA, está a manipulação de gametas e embriões dentro de fluxo laminar unidirecional (FLU) ou salas-limpas à temperatura de 21-24 C. Para assegurar os mesmos resultados obtidos em condições anteriores, testes de curvas de temperatura simulando os diferentes procedimentos devem ser realizados, adequando os equipamentos às novas condições de trabalho. O objetivo deste estudo foi verificar o impacto da temperatura do laboratório de fertilização in vitro (FIV) nos procedimentos.
MÉTODO
Simulação de rotinas de trabalho dentro de um laboratório de FIV com placas de petri com meio de cultura cobertos ou não com óleo mineral, com FLU ligado e desligado, a diferentes temperaturas ambiente.
RESULTADOS
Houve maior velocidade na perda de temperatura dos meios de cultura entre as temperaturas ambiente de 23 , 24 e 25 C, respectivamente, com o FLU ligado, principalmente nas placas de micromanipulação (37,0 -35,2 C após 3” a 23 C) e identificação oocitária (37 -31 C). As placas de duplo poço e de microgotas com óleo mineral tampadas sofreram menor impacto. Estas perdas são minimizadas pelo aumento da temperatura da sala, bem como com o ajuste das temperaturas das placas aquecedoras. Os testes com o FLU desligado mostraram maior estabilidade das temperaturas, comprovando que a perda é enfatizada pela ventilação do equipamento.
CONCLUSÕES
As diferentes temperaturas ambiente associadas à ventilação gerada pelos FLU ou salas-limpas tem um grande impacto nos processos que envolvem a manipulação de gametas e embriões no laboratório de FIV. Tão importante quanto as alterações estruturais e documentais que envolvem a adequação dos serviços de RH à RDC 33, está a implementação de um sistema de melhoria e garantia da qualidade, objetivando que tais mudanças não alterem os parâmetros de eficiência esperados.
CÓDIGO 35
Autor principal:
Joyce Fioravanti
Co-autores:
Instituição dos autores:
Huntington - Centro de Medicina Reprodutiva - São Paulo
OBJETIVO
Embryo Glue® é um meio de cultura específico para transferência embrionária que contém hyaluronan e nutrientes essenciais que oferecem suporte ao embrião do dia da transferência a implantação, além de promover interações biomecânicas durante o processo implantacional (Vitrolife Fertility Systems, 2004). Especula-se que o embryo glue® facilita a rápida difusão do fluído uterino, rico em hyaluronan, contribuindo com o aumento do potencial de implantação dos embriões. Nesse estudo, foram avaliados os efeitos do embryo glue® em nosso laboratório
MÉTODO
Um total de 416 embriões foram transferidos com embryo glue®(Grupo A)durante o período de estudo.O Grupo B foi composto por 455 embriões transferidos com meio convencional.Todos os embriões foram cultivados em meio G1-plus e avaliados diariamente até o dia 3 de desenvolvimento,quando os melhores embriões de cada paciente foram selecionados e transferidos. Foram comparados o número de embriões transferidos em cada grupo em mulheres abaixo e acima de 35 anos, bem como as taxas de gestação bioquímica e implantação nos grupos A e B dessas faixas etárias.
RESULTADOS
Não houve diferença estatística nos números de embriões transferidos entre os grupos A e B nas duas faixas etárias e também nas taxas de gravidez bioquímica nas pacientes com idade inferior a 35 anos (58.3% vs. 69.7%; respectivamente, grupos A e B, p=0.602) e em mulheres mais velhas (32.4% vs. 32.5%; respectivamente, grupos A e B, p=0.869). A taxa de implantação não apresentou diferença estatística nas duas faixas etárias (21.7% vs. 34.4%; respectivamente, grupos A e B, pacientes jovens, p=0.058 e 12.4% vs. 17.8%; respectivamente, grupos A e B, mulheres mais velhas, p=0.299).
CONCLUSÕES
A transferência embrionária no terceiro dia com meio de cultura enriquecido com hyaluronan não apresentou melhores resultados tanto em mulheres abaixo de 35 anos, quanto acima dessa idade.
CÓDIGO 36
Autor principal:
Larissa Lupião Fonseca
Co-autores:
Antônio Carlos Costa Franco; Francisco José Lopes; Antônio José Orsi Falleiros; José Carlos Scurato Patrão; Philip Wolff
Instituição dos autores:
Invitrogenese Biologia do Desenvolvimento e Reprodução Assistida; Clinimater Centro de Reprodução Humana dez/transferência: 43%; taxa de fertilização: 79%. Pacientes com 38 anos ou mais n = 23, n de transferências: 18; n de gestações: 5 ; taxa de gravidez/transferência: 28%; taxa de fertilização: 80%. Transferência de pré-embriões criopreservados n = 15 ; n de transferências: 12; n de gestações: 2; taxa de gravidez/transferência: 17%. Oócitos doação n = 10 n de transferências: 6, n de gestações: 1, taxa de gravidez/transferência: 17%. Inseminação intra-uterina n = 28, n de gestações: 6; taxa de gravidez: 21%.
OBJETIVO
O seguinte trabalho tem por finalidade apresentar dados percentuais e estatísticos obtidos em tratamentos de reprodução assistida em uma região delimitada do estado de São Paulo, bem como compará-los com resultados publicados mundialmente.
MÉTODO
Análise retrospectiva.
RESULTADOS
Todos os ciclos de FIV-TE foram realizados pela técnica de ICSI cujos resultados são: Pacientes até 37 anos n = 42, n de transferências: 35; n de gestações: 15; taxa de gravi-
CONCLUSÕES
A taxa de gravidez alcançada em nosso serviço para procedimentos de alta complexidade é de 36% em média, estando em conformidade à literatura e a centros de médio e grande porte mundiais.
CÓDIGO37
Autor principal:
Joyce Fioravanti
Co-autores:
Mariana Antunes Ribeiro; José Roberto Alegretti; Péricles Hassun; Eduardo Leme Alves Motta; Paulo Serafini
Instituição dos autores:
Huntington - Centro de Medicina Reprodutiva - São Paulo mento de embriões e transportes de amostras biológicas via courier internacional, tornou-se possível realizar biopsias embrionárias no país e DPI de doenças monogenéticas no exterior. Temos por objetivo relatar uma dupla biópsia embrionária e vitrificação para a realização de DPI que resultou em gestação.
OBJETIVO
O diagnóstico genético pré-implantacional (DPI) tornouse importante avanço para casais submetidos à ciclos de FIV detectando aneuploidias.Contudo,o DPI de desordens monogenéticas ainda não são realizadas no país.Graças aos avanços nas técnicas de biópsia embrionária, congela-
MÉTODO
Um casal portador de amiotrofia espinhal e submetido a FIV teve 12 ovócitos colhidos que resultaram em 10 embriões após ICSI. No dia +3, apenas 7 apresentavam 6 ou mais células e foram biopsiados. Os blastômeros retirados foram fixados e enviados ao Genesis Genetics Institute, MI, EUA no mesmo dia para análise. Os resultados foram emitidos 36 horas após a realização da biópsia e 3 dos 7 embriões não produziram resultados. Apenas os embriões cujas biopsias produziram resultado no DPI foram transferidos, aqueles com resultado inconclusivo foram re-biopsiados para novo DPI e vitrificados.
RESULTADOS
CONCLUSÕES
O diagnóstico genético pré-implantacional é extremamente importante não somente para a detecção deaneuploidias, mas também o diagnóstico de desordens monogênicagênicas, e possibilita aos portadores de alelos deletérios a obtenção de gestações seguras e com o nascimento de crianças saudáveis. Além disso, verifica-se a eficácia da vitrificação como procedimento de escolha para os embriões submetidos à biópsia embrionária.
A transferência a fresco com os 4 embriões negativos para amiotrofia espinhal não resultou em gestação. Após um período de 2 meses, os embriões vitrificados foram aquecidos. Os 3 embriões não apresentaram nenhuma perda celular e foram transferidos. A paciente teve gestação única de uma criança saudável como confirmado por resultado da análise Vilo-corial e re-exame genético da criança após o seu nascimento.
CÓDIGO 38
Autor principal:
Alfonso Massaguer
Co-autores:
Paulo Homem de Mello Bianchi; Alysson Zanatta; Ricardo Mendes Alves Pereira; Eduardo Leme Alves da Motta; Paulo Serafini
Instituição dos autores:
Huntington - Centro de Medicina Reprodutiva - São Paulo cal, fundo de saco de Douglas e ligamentos uterossacros como região posterior.
OBJETIVO
O estadiamento pré-operatório da endometriose fornece informações importantes para o planejamento cirúrgico. A história clínica e o exame físico têm baixa acurácia na determinação da extensão das lesões. O ultra-som transvaginal é um método de fácil acesso e pouco invasivo. Gás e resíduos intestinais em excesso podem reduzir a acurácia do exame além de causar desconforto e dor à paciente. Este trabalho compara os resultados do ultra-som transvaginal após preparo intestinal com achados laparoscópicos para o estadiamento de endometriose pélvica de acordo com a região anatômica.
MÉTODO
60 pacientes com sintomas de endometriose foram submetidas a ultra-som transvaginal após preparo intestinal (uma bisnaga de Fleet Enema® via retal 1 hora antes do exame) seguido de laparoscopia. Todas as lesões identificadas no ultra-som foram ativamente procuradas durante a cirurgia. As lesões foram agrupadas em regiões anatômicas: retrocervical, ligamentos uterossacros, ovários, retossigmóide e bexiga. Também agrupamos as regiões retrocervi-
RESULTADOS
A sensibilidade, especificidade, acurácia e razão de verossimilhança positiva e negativa do ultra-som de acordo com a região anatômica foram: retrocervical (83,3; 61,1; 70; 2,14; 0,27), ligamentos uterossacros (7,3; 94,7; 35; 1,16; 0,98), posterior (66,6; 50; 63,3; 1,33; 0,66), ovários (68,8; 78,6; 63,3; 1,33; 0,66), retossigmóide (85,5; 94,1; 91,7; 14,9; 0,12) e bexiga (50; 100; 96,5; infinito, 0,5).
CONCLUSÕES
O ultra-som transvaginal após preparo intestinal é um método acessível para o estadiamento pré-operatório da endometriose e permite uma avaliação mais abrangente da cavidade pélvica com boa acurácia diagnóstica. O ultra-som mostrou-se particularmente eficaz para o diagnóstico de endometriose infiltrativa no reto e cólon sigmóide, ovários, bexiga e retrocervical. O desempenho foi muito inferior para a detecção de lesões distantes do probe (apêndice) e para lesões superficiais (fundo de saco de Douglas).
CÓDIGO 39
Autor principal:
Joyce Fioravanti
Co-autores:
Mariana Antunes Ribeiro; José Roberto Alegretti; Péricles Hassun; Eduardo Leme Alves Motta; Paulo Serafini
Instituição dos autores:
Huntington - Centro de Medicina Reprodutiva - São Paulo
OBJETIVO
A transferência de embriões no estágio de blastocisto tornou-se uma opção viável para reduzir a taxa de gestação múltipla. Contudo, a impossibilidade de saber se haverá um desenvolvimento embrionário ideal até o dia +5; muitos centros optam por transferências mais precoces e com maior número de embriões. O objetivo deste estudo é avaliar a eficiência de transferências embrionárias realizadas em dias +4 e dia +5 quando comparadas com embriões em dia +3, relacionando o número de embriões transferidos e as taxas de implantação e gestação múltipla.
MÉTODO
Pacientes submetidos a ciclos de FIV que possuíam mais que 6 oócitos foram incluídos no estudo. Estes tiveram suas transferências realizadas nos dias +4 ou +5. Os resultados obtidos foram comparados com as transferências realizadas rotineiramente em dia +3. Os embriões estudados foram classificados de maneira acumulativa (Cumulative Embryo Score - CES). No dia +5, os embriões foram classificados de acordo com a cavitação blastocística e morfologia da Massa Celular Interna (MCI) e células trofoblásticas
RESULTADOS
O número de embriões transferidos por paciente foi menor nos procedimentos que ocorreram com embriões transferidos no dia +4 e +5 do que naqueles de dia +3 (2,1±0,8;2,1±0,7 e 2,9±1,0, respectivamente). Não houve diferença nas taxas gestações clínicas entre os dias +3, +4 e +5 (60; 41,9; e 45, respectivamente), porém as taxas de gestação múltipla(dia +3, 3%; dia +4, 13,3%; e dia +5, 27,3%) e implantação foram maiores nas transferências de dia +5 (36,6%)em relação aos dias +4 (27%)e +3(11,6%) ; e a taxa de implantação foi maior no dia +4 em relação ao +3.
CONCLUSÕES
A análise dos dados não evidenciou diferenças estatisticamente significativas dos valores de número de oócitos MII, qualidade embrionária e Gestação Clínica entre os grupos estudados. A transferências realizadas em dia +4 e dia +5 têm maiores taxas de implantação quando comparadas as transferências realizadas em dia +3. Devido às maiores taxas de implantação, o número de embriões selecionados mais tardiamente para a transferência deve ser drasticamente reduzido (preferencialmente um único embrião) para diminuir a incidência de gestação múltipla
CÓDIGO 40
Autor principal:
Alfonso Massaguer
Co-autores:
Paulo Homem de Mello Bianchi; Péricles Hassun; Eduardo Leme Alves Motta; Paulo Serafini; Mauro Bibancos Rosa
Instituição dos autores:
Huntington - Centro de Medicina Reprodutiva - São Paulo por objetivo relatar um caso bem sucedido de estimulação testicular por aplicação de rFSH e hCG para a produção de espermatozóides.
OBJETIVO
Até 1992 pacientes azoospérmicos teriam chances limitadas de reprodução, mas após o relato de nascimento de crianças provenientes de embriões produzidos por injeção espermática intra-citoplasmática (ICSI) os tratamentos de infertilidade também passaram a beneficiar esses homens. Entretanto para que a ICSI possa ser realizada é necessária a obtenção de espermatozóides, o que nem sempre é possível em pacientes com azoospermia não-obstrutiva (NOA). Temos
MÉTODO
Um paciente apresentando infertilidade primária foi avaliado por meio de ultrassonografia, quantificações de FSH, LH e testosterona séricas, espermogramas, teste de microdeleção e cariotipagem. A estimulação do paciente com gonadotrofinas foi feita por meio de aplicações de 75 UI de FSH humano recombinante a cada 2 dias e aplicações de 5000UI de hCG a cada 14 dias por um período de 3 meses. Após o período de tratamento foram realizados novos espermogramas em um período de 90 dias.
RESULTADOS
O paciente de 37 anos previamente diagnosticado como azoospérmico possuía varicocele bi-lateral, microdeleção da região AZFc do cromossomo Y e cariótipo normal. Inicialmente as concentrações de FSH, LH e testosterona foram de 11,8 ng/mL, 9,9 ng/mL e 240ng/mL..A recuperação de espermatozóides não foi possível após a realização de micro-TESE e a análise histológica do material obtido indicou parada de maturação em espermatogônia II. Após a estimulação foram realizados 4 espermogramas com 40 e 100 mil espermatozóides imóveis;30 mil espermatozóides,com 8 mil móveis;e 3 mil espermatozóides móveis
CONCLUSÕES
Pacientes com parada de maturação em espermatogônia II podem ser beneficiados pelo tratamento com FSH e hCG para indução de espermatogênese, entretanto estudos com um maior número de indivíduos devem ser realizados para a confirmação dos dados descritos.
CÓDIGO 41
Autor principal:
Larissa Lupião Fonseca
Co-autores:
Antônio Carlos Costa Franco; Antônio José Orsi Falleiros; Francisco José Lopes; José Carlos Scurato Patrão; Philip Wolff
Instituição dos autores:
Invitrogenese Biologia do Desenvolvimento e Reprodução Assistida; Clinimater Centro de Reprodução Humana sado por duplo lavado com gradiente de densidade. Dos 8 embriões resultantes 4 foram transferidos e dois implantaram. Dois bebês do sexo masculino com peso e altura normais nasceram por cesárea, após 38 semanas de gestação. Não foi detectada soroconversão.
OBJETIVO
O objetivo deste trabalho é relatar um caso bem sucedido, onde foram realizadas técnicas de reprodução assistida e biologia molecular com o intuito de se obter gestação segura em casal sorodiscordante para o vírus HIV-1.
MÉTODO
Relato de caso.
RESULTADOS
O casal procurou nosso serviço com intuito de gravidez. Ele HIV+, em uso de coquetel antiretroviral e carga viral detectada inferior ao limite mínimo, normozoospérmico. Ela 33 anos, nuligesta, sem fator de infertilidade e com sorologia negativa para HIV-1. A técnica escolhida para o tratamento foi ICSI com uso de protocolo longo de indução. Foram obtidos 9 oócitos maduros. O sêmen foi colhido por masturbação e proces-
CONCLUSÕES
Atualmente vários protocolos são utilizados por serviços de reprodução assistida no sentido de possibilitar casais sorodiscordantes para o vírus HIV a chance de gerarem um filho sem o risco de transmissão sexual e/ou vertical. A utilização da técnica de duplo lavado é segura desde que alguns cuidados sejam tomados e o casal bem orientado. O resultado obtido em nossa clínica e apresentado neste trabalho confirma os dados encontrados em literatura e nos encoraja a realizar a mesma metodologia em casais com perfil semelhante, desde que terapia antiretroviral seja utilizada no período antecedente ao parto
CÓDIGO 42
Autor principal:
Larissa Lupião Fonseca
Co-autores:
Juliana de Lira Colantonio; Janice Teles Mathias; Tatiana Samaha Ginatto; Philip Wolff
Instituição dos autores:
Invitrogenese Biologia do Desenvolvimento e Reprodução Assistida; Universidade Santa Cecília
OBJETIVO
Comparar o número de crianças nascidas do sexo masculino e feminino por métodos naturais de reprodução e àquelas nascidas através de técnicas de reprodução humana assistida, entre os anos de 2004 a 2006 na Baixada Santista.
MÉTODO
Todos os dados foram obtidos de Hospitais e Clínicas da Baixada Santista, tabulados em planilha Excel e analisados pelo método estatístico das médias aritméticas, razão e porcentagens.
O número total de nascidos nos hospitais (subtraindo as crianças nascidas por métodos de reprodução humana assistida) foi de 30.282, sendo que a média de homens foi 0,52 (52,2%) e a de mulheres, 0,48 (47,8%) e a razão homem /mulher encontrada foi de 1,09:1. Confrontando tais resultados com os obtidos através das técnicas de reprodução humana assistida tem-se 110 nascimentos, sendo a média de homens, 0,46 (46,3%) e a de mulheres 0,54 (53,7%), a razão homem/mulher 0,86:1.
De acordo com os resultados obtidos, observa-se que, nos hospitais da Baixada Santista, há um discreto aumento no número de nascimentos masculinos em relação aos nascimentos femininos. Os dados referentes às Clínicas de Reprodução Humana Assistida, há um índice elevado de nascimentos femininos em relação aos nascidos masculinos e quando correlacionados os dados entre nascimentos normais e de reprodução assistida uma maior tendência de nascerem bebês do sexo feminino.
CÓDIGO 43
Autor principal:
Alessandra Aparecida Vireque
Co-autores:
E.M., Ferreira; P.A.A.S., Navarro; A.A.M., Rosa e Silva; R.A., Ferriani
Instituição dos autores:
Universidade de São Paulo - Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP - RP . Hospital das Clínicas
OBJETIVO
Condições sub-ótimas de cultura podem resultar em marcado decréscimo na qualidade de blastocistos bovinos produzidos in vitro e afetar a viabilidade do embrião após a transferência. Pesquisas recentes sobre a PIV visam o estabelecimento de sistemas de cultura mais fisiológicos, capazes de mimetizar as condições in vivo da maturação do oócito, fertilização e desenvolvimento embrionário. Objetivou-se avaliar a influência do sistema de maturação quimicamente definido, com o álcool polivinílico (PVA) ou polivinilpirrolidona (PVP-40), na MIV e taxa de produção de blastocistos.
MÉTODO
Complexos cumulus-oócitos imaturos de vacas abatidas em matadouro foram maturados por 24 horas em ?-MEM ou TCM-199. Três tratamentos foram testados: 1) ?-MEM + IGF-I + Insulina + 0,1% de PVA; 2) ?-MEM + IGF-I +
Insulina + 0,1% de PVP-40 e 3) controle: TCM + FSH + 10% de soro de vaca em estro (SVE). Vinte e duas horas após a fertilização, os zigotos foram cultivados em CR2aa suplementado com 10% de soro fetal bovino sob óleo mineral com 95% de umidade, 5% de CO2 a 38,5ºC. As taxas de produção de embriões foram determinadas no D7-D10 da embriogênese.
RESULTADOS
A produção de blastocistos (40,24%; 45,14% e 44,88%) e taxas blastocistos eclodidos (41,95%; 41,46% e 48,34%) não foram estatisticamente diferentes entre os tratamentos 1, 2 e 3, respectivamente (p<0,05). Os resultados indicam que oócitos bovinos maturados em sistemas de MIV quimicamente definidos, sem soro e FSH, alcançaram o mesmo potencial para o desenvolvimento embrionário de oócitos maturados em TCM-199 com soro.
CONCLUSÕES
Embora a suplementação com soro esteja associada à maior interferência na reprogramação molecular de oócitos e embriões e sua supressão dos meios de cultura seja desejável, avaliações posteriores da qualidade embrionária devem ser realizadas para o uso destes sistemas nos protocolos de produção in vitro de embriões.
CÓDIGO 44
Autor principal:
Alessandra Aparecida Vireque
Co-autores:
A.A., Vireque; L.S.A., Camargo; R.V., Serapião; E.M., Ferreira; P.A.A.S., Navarro; A.A.M., Rosa e Silva; R.A., Ferriani
Instituição dos autores:
Universidade de São Paulo - Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP - RP . Hospital das Clínicas
OBJETIVO
O bovino tem sido descrito como um modelo apropriado para o estudo do desenvolvimento pré-implantacional de embriões humanos. Embriões bovinos e humanos são similares em parâmetros como o padrão de microtúbulos durante a fertilização, o tempo de ativação do genoma, necessidades metabólicas e interações com o meio de cultura. Genes induzidos pelo estresse como o Bax, Hsp-70 são altamente transcritos em embriões produzidos in vitro. O objetivo deste estudo foi quantificar a expressão dos genes Hsp-70 e Bax em blastocistos bovinos produzidos in vitro em sistema de MIV quimicamente definido.
MÉTODO
COCs imaturos de vacas abatidas foram maturados por 24h em ?-MEM ou TCM-199: 1) ?-MEM + 0,1% de PVA; 2) ?-MEM + 0,1% de PVP-40 e 3) controle: TCM + 10% de soro. Após a FIV, os zigotos foram cultivados em CR2aa durante 8 dias. O RNA total foi extraído de conjunto de 8 a 10 embriões (RNeasy Micro Kit) e a primeira fita de cDNA sintetizada usando Superscript II RT, Invitrogen. Quantificação do cDNA foi feita por PCR Real Time e as reações consistiram em mistura de iTaq SYBR Green Supermix e ROX com cDNA equivalente a 0,8 embriões e primers específicos.
RESULTADOS
As taxas de blastocistos em T1, T2 e T3 foram 40%, 48% e 38%, respectivamente. A expressão relativa dos transcritos dos genes Hsp-70 e Bax foram 0.69?0.69 e 0.53?0.32 para T1, 1.08?0.75 e 0.7?0.47 para T2, se comparados ao grupo calibrador (T3: controle), sem diferenças significativas entre os grupos (P>0.05).
CONCLUSÕES
Os resultados indicam que a maturação in vitro de oócitos bovinos em sistema quimicamente definido, suplementado com PVA ou PVP-40, sem soro, não altera a expressão relativa dos transcritos dos genes Hsp70 e Bax nos embriões resultantes.
CÓDIGO 45
Autor principal:
Rodrigo Barbano Weingrill
Co-autoRes:
Moises Basílio Conceição; Vera Lucia Langaro Amaral; Martina Cordini; Marcel Frajblat
Instituição dos autores:
Laboratório de Biotecnologia da Reprodução
OBJETIVO
A estimulação ovariana é realizada em camundongos para a obtenção de um maior número de folículos ovulatórios. O objetivo deste trabalho foi avaliar se a estimulação ovariana hormonal exerce algum efeito na integridade do DNA dos oócitos analisados pelo método do cometa. Este teste avalia a migração do DNA submetido a eletroforese. A fragmentação do DNA é observada através da presença dos fragmentos que formam uma cauda na região do núcleo da célula.
MÉTODO
Fêmeas de foram divididas em três grupos: controle não estimuladas; estimuladas com 5UI de (eCG) e 5UI de (hCG) e estimuladas com 10UI eCG/hCG. Os oócitos (metáfase II) foram coletados diretamente da tuba uterina após a ovulação. A zona pelúcida foi removida e os oócitos colocados em uma matriz de agarose sobre uma lâmina de microscópio. A lise da membrana e proteínas associadas ao DNA foi processada por 2h. A lâmina foi exposta à eletroforese por 20 minutos, lavada e corada com DAPI para análise e classificação dos níveis de fragmentação.
RESULTADOS
A estimulação ovariana com 5 UI de eCG/hCG não resultou em diferenças na fragmentação do DNA comparado ao controle. Porém, a estimulação com 10 UI de eCG/hCG causou um aumento significativo na fragmentação do DNA.
CONCLUSÕES
Os resultados deste trabalho sugerem que a estimulação ovariana hormonal pode causar alterações no DNA avaliado pelo método do cometa. Este teste pode ser utilizado experimentalmente para estudar fatores que afetam a qualidade de gametas e que podem influenciar os resultados da reprodução assistida.
Código 47
Autor principal:
Rodrigo Barbano Weingrill
Co-autores:
Moises Basílio Conceição; Vera Lucia Langaro Amaral; Martina Cordini; Marcel Frajblat
Instituição dos autores:
Laboratório de Biotecnologia da Reprodução
OBJETIVO
A criopreservação de espermatozóides humanos pode causar perdas de até 25% na competência espermática. O objetivo deste trabalho foi à implantação do teste do cometa para avaliação dos danos causados ao DNA pela criopreservação de espermatozóides humanos.
MÉTODO
Uma amostra de sêmen fresco e uma de sêmen congelado foram avaliadas. O sêmen foi processado e colocado uma lâmina de agarose e coberto com uma lamínula. A lise da membrana plasmática e das proteínas associadas ao DNA foi realizada. Ao fim da eletroforese a lâmina foi lavada com água destilada, fixada com etanol e corada com DAPI. Cerca de 200 espermatozóides foram avaliados em cada amostra classificados em cinco níveis de fragmentação.
RESULTADOS
Foi observado um maior número de espermatozóides com fragmentação de DNA no sêmen congelado comparado com o fresco.
CONCLUSÕES
Baseado nestes resultados preliminares, o teste do cometa pode ser utilizado para avaliar danos no DNA de espermatozóides humanos. Este teste tem o potencial de tornar-se um método de diagnóstico de possíveis causas de infertilidade humana.
CÓDIGO 48
Autor principal:
Lauziene Andrade Soares
Co-autores:
Simone Ceccon
Instituição dos autores:
BIOMEDICINA - ES
OBJETIVO
O presente resumo bibliográfico visa demonstrar a importância dos achados no campo da infertilidade masculina, bem como as novas descobertas da importância da proteína aurora quinase C no processo de divisão celular. Sendo assim, essa substância em questão, demonstra uma grande importância no campo da reprodução assistida.
MÉTODO
De acordo com o autor Klaus Dieterich et. al, o artigo foi focalizado em um trabalho com 14 homens inférteis com um cariótipo somático normal mas com espermatozóides atípicos, caracterizados principalmente pelas ,macrocefalia, por um número variável das caudas e por um índice cromossomal aumentado. Foi executada uma varredura genômica de microsatélites em dez homens inférteis que apresentavam este fenótipo característico.
RESULTADOS
Em todos estes homens, foi identificado uma região comum de homozigose que abriga o gene do aurora quinase C (AURKC) com uma única deleção do nucleotideo citosina na seqüência de códon de AURKC.
CONCLUSÕES
Dentro do que foi exposto, é observado que a genética vem aumentando gradativamente seus achados. O maior resultado disso é a importância da proteína AURKC que codifica a produção de espermatozóides normais. Parece pouco, mas é um grande avanço para famílias que têm todos os dias a esperança de ter um herdeiro. Sendo assim, observamos que deve ser dada maior atenção a TODOS os genes, quando se analisada o processo de má produção de espermatozóide, procurando sempre uma nova visão de capacitação por parte dos profissionais em questão. Sem sobra de dúvida, novos casais agradecerão os nossos avanços.
CÓDIGO 49
Autor principal:
Alfonso Massaguer
Co-autores:
Luciana Semião; Alecsandra do prado Gomes; Paulo Serafini; Eduardo Leme Alves Motta; Péricles Hassun
Instituição dos autores:
Huntington - Centro de Medicina Reprodutiva - São Paulo
OBJETIVO
Durante o processo de spermatogênese as proteínas nucleares (protaminas) promovem a compactação nuclear, protegendo o DNA espermático do stress externo, que causa danos ao DNA. Para este fim, recentemente, desenvolveu-se um novo teste chamado de Dispersão de Cromatina Espermática (SCD).Nosso objetivo foi verificar a relação entre a fragmentação de DNA determinada por SCD e a motilidade, concentração e morfologia espermáticas, bem como compará-la entre pacientes oligoteratozoospérmicos e teratozoospérmicos
MÉTODO
Após a liquefação do sêmen foram realizados os espermogramas dos pacientes e a classificação da morfologia espermática pelos critérios estritos de Kruger. A fragmentação de DNA foi detectada pelo teste de SCD. Brevemente, as amostras de sêmen foram diluídas em agarose com ponto de fusão baixo a 37ºC,colocadas sobre lâminas de microscopia e imersas em uma solução básica de denaturação.As lâmina foram então submetidas ao tratamento por uma solução de lise e coradas com DAPI para avaliação em microscópio de epifluorescência. A fragmentação foi determinada com base na análise de 500 células
RESULTADOS
Quarenta e seis pacientes com idade entre 35 e 48 anos tiveram amostras de sêmen avaliadas. Desses pacientes 18 eram oligoteratozoospérmicos e 28 eram teratozoospérmicos. A fragmentação de DNA espermático foi maior no grupo de pacientes oligoteratozoospérmicos (22%±10%; média±EPM) que nos teratozoospérmicos (12,5%±7%; média±EPM) p=0,002. Houve correlação negativa significativa entre a morfologia (r=-0,346;), concentração (r=-0,547) e motilidade espermáticas (-0,297)..
CONCLUSÕES
A fragmentação de DNA espermático, detectada pelo teste de SCD, apresenta alta acurácia, cujos resultyados sâo inversamente correlacionados à baixa concentração, motilidade e a porcentagem de defeitos espermáticos. Além disso, apesar dos indivíduos oligoteratozoospérmicos possuírem maior taxa de fragmentação esse exame também deve ser realizado naqueles que apresentam concentrações espermática normais uma vez que esses paciente podem apresentar taxas de fragmentação relativamente altas.
CÓDIGO 50
Autor principal:
Alfonso Massaguer
Co-autores:
Péricles Hassun; Juliana Fabrícia Cuzzi; Eduardo Leme Alves Motta; Paulo Serafini; Lúcia Martelli
Instituição dos autores:
Huntington - Centro de Medicina Reprodutiva - São Paulo
OBJETIVO
Este estudo teve por objetivo otimizar o protocolo e determinar a eficácia da técnica de Amplificação Displicente Múltipla (MDA) em DNA genômico de células únicas empregada no diagnóstico genético pré-implanacional.
MÉTODO
Foram utilizados 3 corpúsculos polares obtidos a partir de biópsia de oócitos maduros que foram transferidos para microtubos contendo 2?l de água ultra pura. A ruptura e obtenção do DNA genômicofoi realizada por choque térmico e a amplificação do DNA genômico foi procedida por meio da técnica de amplificação displicente múltipla (MDA). Esta metodologia baseia-se em uma reação isotermal com a utilização de primers inespecíficos e DNA polimerese phi29. Nesta metodologia empregamos o REPLI-g Mini Kit (Qiagen Inc.) seguindo o protocolo estabelecido pelo fornecedor
RESULTADOS
A técnica de MDA foi utilizada na amplificação do DNA genômico de 3 corpúsculos polares (CP) e o DNA obtido foi quantificado com o espectrofotômetro XXX. Os resultados foram: CP1= 1,45?g de DNA/?l de solução, CP2= 1,99 ?g de DNA/?l de solução e CP3= 1,67 ?g de DNA/?l de solução. Considerando que uma célula humana haplóide possui aproximadamente 3pg de DNA, podemos constatar um aumento na quantidade de DNA de aproximadamente 500.000 vezes, comprovando o sucesso da técnica.
CONCLUSÕES
Dessa forma concluímos que este novo procedimento pode ser empregado de forma eficiente em estudos que partam de pequenas quantidades de DNA ou de células únicas, permitindo assim, a realização de diagnósticos genéticos pré-natal e pré-implantacional de doenças gênicas além da análise forense de DNA e pesquisas do câncer.
CÓDIGO 51
Autor principal:
Alfonso Massaguer
Co-autores:
Péricles Hassun; Mariana Antunes Ribeiro; Gary Daniel Smith; Eduardo Leme Alves Motta; Paulo Serafini
Instituição dos autores:
Huntington - Centro de Medicina Reprodutiva - São Paulo
OBJETIVO
A predição da capacidade do desenvolvimento de um oócito tem implicações enormes. Porém técnicas não invasivas de avaliação de oócitos precisam ser estabelecidas. As células do cumulus (CCs) têm um papel importante no interrelacionamento entre o oócito e o folículo. Nosso objetivo foi caracterizar a viabilidade das CCs em relação à oocitos individualizados por meio de citometria de fluxo, e determinar se a porcentagem de CCs viáveis, apoptóticas, ou necróticas estão relacionadas, ou são preditivas da, qualidade oocitária, desenvolvimento embrionário, e taxa de implantação (TI).
MÉTODO
Complexos cumulus oocitários (CCOs; 238) foram colhidos de 35 mulheres com idade de 37 0.8 anos (média erro padrão) durante estimulação ovariana controlada para tratamento de infertilidade por ICSI. As CCs de cada um dos oócitos foram removidas, dispersadas, e avaliadas por citometria de fluxo para a determinação de viabilidade, apoptose, e necrose utilizando-se o kit Guava ViaCount. A qualidade oocitária (maturação, granulação, vacuolização, espaço perivitelínico), fecundação, número e fragmentação de blastômeros nos dias 2 e 3 de cultura e TI foram observadas.
RESULTADOS
As populações de CCs não foram diferentes entre os oócitos normais e anormais, e não existiram correlações com a maturação oocitária. As CCs viáveis, apoptóticas, e necróticas foram similares entre os oócitos fecundados e os não fecundados, e não mudaram em função do desenvolvimento embrionário nos dias 2 e 3. As CCs apoptóticas foram positivamente correlacionadas ao número de blastômeros no dia 3 (P<0.02). As percentagens de CCs apoptóticas foram positivamente correlacionadas com a TI. (P<0.01). Por fim, um aumento de 1% nas células do cumulus apoptóticas prediz um aumento de 2,1% na TI
CONCLUSÕES
A citometria de fluxo de células do cumulus de oócitos individualizados pode ser realizada e nossos achados sugerem que é importante a avaliação de apoptose e necrose, além da viabilidade das CCs; e que estudos futuros sobre apoptose das células do cumulus em relação a taxa de implantação devem ser realizados. 3) produção in vitro de embriões.
CÓDIGO 52
Autor principal:
Alfonso Massaguer
Co-autores:
Luciana Semião; José Roberto Alegretti; Paulo
Instituição dos autores:
Huntington - Centro de Medicina Reprodutiva - São Paulo
Serafini; Eduardo Leme Alves Motta; Péricles Hassun
OBJETIVO
O diagnóstico genético pré-implantacional (PGD) por meio de biópsia e hibridização in situ de sondas fluorescentes de DNA (FISH)é uma técnica importante na detecção de aneupoidias que resultariam em abortamentos, ou no nascimento de crianças com síndromes como a Síndrome de Patau. Dessa maneira, o PGD beneficia casais que sofrem com abortamentos de repetição, ou que têm idade na qual a freqüência de gametas aneuplóides é maior. Nosso objetivo foi comparar as freqüências de aneuploidias entre embriões biopsiados no dia 3 de desenvolvimento.
MÉTODO
Os embriões de pacientes com histórico de abortamento de repetição, idade materna avançada, ou outras indicações foram cultivados até o dia 3 de desenvolvimento biopsiados. Apenas um blastômero foi retirado de cada embrião e fixados para a realização de FISH para os cromossomos 13, 18, 21, X e Y.
RESULTADOS
Dentre os 123 embriões biopsiados 53% eram aneuplóides possuindo apenas uma ou mais alterações cromossômicas das quais: as monossomias estavam presentes em 63% dos embriões aneuplóides, as trissomias em 40% e a ausência de um cromossomo em 10%. Muitas vezes mais que um cromossomo estava envolvido na aneuploidia, desse modo o cromossomo X estava implicado em 31% dos embriões aneuplóides, o Y em 5%, o 13 em 40%, o 18 em 18% e o 21 em 54%.
CONCLUSÕES
Pacientes com abortamentos recorrentes ou outra indicação de PGD realmente devem ter seus embriões submetidos a esse procedimento uma vez que a freqüência de aneuploidia é alta. Além disso o cromossomo mais freqüentemente envolvido é o 21 isoladamente, ou em conjunto com aneuploidias de outros cromossomos.
CÓDIGO 53
Uma Análise Laboratorial.
Autor principal:
Isabel Cirne Lima de Oliviera
Co-autores:
Paula Barros Terraciano; Ivan Cunha Bustamante-Filho; Ludmila do Vale Miquelito; Tamarini Rodrigues Arlas; Fabiana Castro; Rodrigo Costa Mattos; Eduardo Pandolfi Passos; Eneder Rosana Oberst; Elizabeth Obino Cirne-Lima
Instituição dos autores:
Laboratório de Embriologia e Diferenciação Celular- Centro de Pesquisas- Hospital de Clínicas de Porto Alegre; Laboratório de Inseminação Artificial- Faculdade de Veterinária- UFRGS; Laboratório de Reprodução Animal-REPROLABFaculdade de Veterinária- UFRGS
OBJETIVO
O presente estudo foi realizado a fim de avaliar o efeito da utilização combinada de duas curvas de congelamento com dois diluentes comerciais sobre a criopreservação de sêmen eqüino
MÉTODO
Foram utilizados dois garanhões com fertilidade comprovada com seis e trinta anos de idade.As amostras de sêmen foram coletadas pelo método de vagina artificial, com intervalo médio de coletas de três dias, perfazendo um total de 10 coletas por animal. . As amostras foram avaliadas, pela motilidade progressiva e total do sêmen pós-descongelamento e pela integridade e funcionalidade da membrana dos espermatozóides com os testes CFDA/PI e teste hiposmótico.
RESULTADOS
A combinação entre curva automatizada e Botu-Crio® apresentou as maiores médias, nas análises de motilidade total (55,53%) e progressiva (17,25%), após o descongelamento. O diluente Botu-Crio® , isoladamente, preservou também as membranas destes, quando foram realizadas as análises de integridade (CFDA/PI) e funcionalidade de membrana pelo teste hiposmótico.
CONCLUSÕES
Quando a MP e a MT foram analisadas, encontrou-se maior eficiência na criopreservação de sêmen eqüino, com a utilização do diluente comercial, Botu-Crio®, combinado tanto com o sistema de congelamento automatizado quanto com o sistema de congelamento convencional.
CÓDIGO 54
Autor principal:
Ingridi de Sousa Sene
Co-autores:
Luciana Rocha Faustino, Edson Borges Jr; André Luiz E Da Costa, Galgânia Noleto Silva Sousa
Instituição dos autores:
Fertitity - Centro de Fertilização Assistida, São Paulo - SP. Associação Institulo Sapientiae - Centro de Estudos e Pesquisa, São Paulo - SP
OBJETIVO
A fertilidade diminui significantemente com o aumento da idade materna, reduzindo as taxas de sucesso após o uso de técnicas de Reprodução Assistida (RA). Tais fatores estão associados à diminuição do número de oócitos obtidos, ao aumento da incidência de aneuploidias, bem como à redução da receptividade endometrial; estando também associado com o declínio da habilidade de conceber, aumento dos riscos de aborto e anomalias genéticas. Estudos mostram grande queda na taxa de implantação e gravidez em pacientes com idade acima de 39 anos, quando comparados com programa de doação de oócitos. Este trabalho tem como objetivo comparar o desempenho de mulheres com idade maior que 39 anos que fizeram indução ovariana para ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozóide) com as que receberam óvulos doados.
MÉTODO
Foram analisados, retrospectivamente, 328 ciclos de (ICSI), onde em 171 ciclos (52,1%) as pacientes utilizaram oócitos próprios (OP), obtidos através de um protocolo longo para estimulação ovariana (GnRH análogo e FSH recombinante) e 157 ciclos (47,9%) com mulheres participantes de programa de doação oocitária (OD). Os principais resultados avaliados foram: taxa de gravidez (TG), taxa de implantação (TI), taxa de aborto (TA) e taxa de bebê em casa (TBC).
RESULTADOS
A TG foi significantemente maior no grupo OD, quando comparada ao grupo OP (39,5% vs 28,1%, respectivamente, P = 0.0350). Entretanto, não foram observadas diferenças significantes quando avaliadas as taxas de implantação (TI) e de aborto (TA) das pacientes OD e OP (11,5% vs 9,6%, respectivamente, P = 0.3527 e 12,1% vs 14,6%, respectivamente, P = 0.6127). A média de embriões transferidos para OP foi de 2.52 + 1.39 e para OD 3.05 + 0,93. Foi obtido um total de 55 (16,8%) bebês em casa, incluindo 09 (16,4%) gestações gemelar, sendo significantemente diferente a TBC entre as pacientes (10,5% - OP vs 23,6% - OD; P = 0.0018).
CONCLUSÕES
Mulheres com mais de 39 anos que se submeteram ao programa de doação de oócitos tiveram maior chance de gravidez e bebê em casa quando utilizaram oocitos de pacientes mais jovens, aumentando as taxas de sucesso das técnicas de RA.
CÓDIGO 55
Autor principal:
Luciana Rocha Faustino
Co-autores:
Ingridi De Sousa Sene, Edson Borges Jr; André Luiz E Da Costa, Galgânia Noleto Silva Sousa
Instituição dos autores:
Fertitity - Centro de Fertilização Assistida, São Paulo - SP. Associação Institulo Sapientiae - Centro de Estudos e Pesquisa, São Paulo - SP
OBJETIVO
A transferência embrionária (TE) é considerada o passo final fundamental nos resultados das técnicas de reprodução assistida (RA), podendo ocasionar o sucesso ou a falha nos tratamentos de ciclos reprodutivos. O tipo de cateter utilizado é uma variável que pode afetar de forma positiva ou negativa nesse processo, onde cateteres mais flexíveis resultam em maiores taxas de gravidez clínica por causarem impactos menores ao endométrio. Desta forma, este trabalho retrospectivo tem como objetivo comparar se a presença de muco e/ou sangue afeta as taxas de gravidez (TG) em transferências realizadas com o catéter “soft” Cook Sydney IVF®, bem como determinar sua influencia nas taxas de implantação (TI) e de aborto (TA).
MÉTODO
Foram analisados 459 ciclos de RA realizados do período de julho de 2002 a maio de 2007, onde as mulheres apresentaram uma idade média de 33.4 ± 5.0 anos, submetidas a um protocolo longo de estimulação para recuperação dos oócitos. As TE foram realizadas 2-3 dias após a aspiração dos folículos, utilizando sempre o mesmo catéter “soft” de transferência (Cook Sydney IVF®). Foram formados dois grupos de acordo com a presença (G1), 240 transferências, ou ausência (G2), 219 transferências, de muco, sangue ou ambos ao termino da TE. Os parâmetros foram analisados estatisticamente, quando necessário, pelos testes de Mann-Whitney e Qui-quadrado, a um nível de significância de P< 0.05.
RESULTADOS
Não houve diferença significativa entre G1 e G2 na TG (40,2% vs 43,3%, respectivamente, P = 0.5560), assim como nas TI e TA (11,9% vs 12,1%, P = 0.9445 e 13,2% vs 15,2% P = 0.3008, respectivamente). Quando se dividiram as transferências que apresentavam muco e/ou sangue em grupos: presença de muco e sangue (51 ciclos), apenas de sangue (28 ciclos) e apenas de muco (161 ciclos) não foram observadas diferenças significativas entre as taxas analisadas (TGC - 45,1% vs 46,4% vs 42,2%, respectivamente e TA - 9,8% vs 4,1% vs 13,7% respectivamente, P > 0.05).
CONCLUSÕES
Nossos resultados não indicaram diferenças entre os grupos analisados, de forma que a presença de muco e/ou sangue não provocou impactos negativos no ICSI, quando utilizado o cateter “soft” Cook Sydney IVF®.
CÓDIGO 56
Autor principal:
Luciana Rocha Faustino
Co-autores:
Ingridi De Sousa Sene, André Luiz Eigenheer da Costa, Genifer Cristiane de Freitas, José Ferreira Nunes, Cristiane Clemente de Mello Salgueiro
Instituição dos autores:
Fertitity - Centro de Fertilização Assistida, São Paulo - SP. Associação Institulo Sapientiae - Centro de Estudos e Pesquisa, São Paulo - SP
OBJETIVO
A separação dos espermatozóides do plasma seminal é essencial antes da utilização destes nas técnicas de reprodução assistida. Eficientes métodos de processamento seminal resultam em maior quantidade de espermatozóides móveis e em maior percentual de formas normais, havendo presença mínima de debris e células redondas. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi testar a eficiência do meio à base de água de coco em pó (ACP-113â) na seleção espermática, através do método de migração ascendente (“swim-up”).
MÉTODO
As amostras foram obtidas a partir de cinco voluntários, em abstinência de 3-5 dias. Após a liquefação das amostras, prosseguiu-se com análise seminal. Em seguida, as amostras foram divididas em duas alíquotas. Em uma alíquota foi realizado o swim-up utilizando-se o meio ACP-113â (T1) e na outra (grupo controle) o swim-up foi realizado com o meio HEPES (Irvine Scientific) (T2), sendo os dois meios suplementados com 10% de albumina sérica humana (HSA - Irvine Scientific). Após uma hora (1h) de incubação em banho-maria a 37oC, foi realizada a análise da motilidade e da concentração pósmigração. A análise estatística foi realizada através dos testes t-Student e de Wilcoxon, a um nível de significância de 5%.
RESULTADOS
Quando os parâmetros de motilidade das amostras foram analisados antes da realização da migração espermática, obteve-se uma média de motilidade progressiva (a+b) de 53.6%±18.92, enquanto a média da motilidade total (a+b+c) foi de 66.9%±20.46, sendo observadas diferenças significativas quando comparadas com o movimento progressivo (T1: 89.8%±7 e T2: 92.3%±5.96, P<0,05) e com o movimento total (T1: 92.3%±5.96 e T2: 93.64%±6.55, P<0,05) pós-migração. Entretanto, nenhuma diferença significativa foi observada entre o ACP-113â e o HEPES quanto ao percentual de motilidade progressiva e total.
CONCLUSÕES
Os resultados desse estudo mostraram que o meio ACP-113âse mostra tão eficiente quanto o HEPES na seleção de espermatozóides móveis, despontando, dessa forma, como um meio alternativo para migração espermática. Entretanto, outros estudos que incluam análises tanto da morfologia como da qualidade do movimento espermático pós-migração devem ser realizados como provas alternativas para validação desse novo meio.
CÓDIGO 57
Autor principal:
Costa, A.L.E.
Co-autores:
Cerqueira, J.M.C.; Sousa, G.N.S.; Bona, L.N.
OBJETIVO
Avaliar, através da taxa de gravidez, o efeito da suplementação do estradiol à progesterona no suporte da fase lútea em pacientes submetidas à transferência de embrião fertilizado in vitro (FIV).
MÉTODO
Foi realizado um ensaio clínico controlado não randomizado, utilizando-se 120 ciclos de 88 pacientes estimuladas com FSH recombinante (rFSH) e anólogos de GnRH para FIV/ICSI no período de 18.06.2004 a 03.07.2006 na CRIAR - Clínica de Reprodução Assistida, Teresina-PI. As pacientes foram divididas em dois grupos: grupo 1(perfazendo um total de 36 ciclos), as que fizeram, para suporte de fase lútea, uso apenas de progesterona intravaginal na dose de 800 mg/dia e grupo 2 (84 ciclos), as que usaram estradiol transdérmico 100mg/dia associado à progesterona intravaginal 800 mg/dia. A taxa de gravidez foi avaliada através do resultado do hormônio b-HCG, colhido após 12 dias da transferência embrionária. Valores acima de 20 mUI/ml foram considerados como gravidez laboratorial. Para processamento e testes estatísticos foi utilizado o programa SPSS 15.0 e para associação foi utilizado o teste qui-quadrado com nível de significância de 5%.
RESULTADOS
A idade média de todas as pacientes arroladas no estudo foi de 33,8 anos e a infertilidade de causa feminina foi a mais freqüente (39%). A taxa de gravidez no grupo I foi de 66,89% e no grupo II, 32,5% (p < 0,05%).
CONCLUSÕES
Nenhuma vantagem foi encontrada na adição de estradiol à progesterona no suporte de fase lútea em ciclos de FIV/ICSI.
CÓDIGO 59
Autor principal:
Ferreira, M
Co-autores:
Bos-mikich, A.; Frantz, G.; Oliveira, N. P.; Frantz, N.
Instituição dos autores:
Centro de Reprodução Humana Nilo Frantz - RGS
OBJETIVO
Os objetivos deste estudo preliminar foram verificar a possível relação entre a freqüência de embriões com clivagem precoce gerados a partir de oócitos oriundos de folículos grandes ou pequenos e também acessar as taxas de fertilização, desenvolvimento embrionário e gestações nos dois grupos de folículos ovarianos.
MÉTODO
Estudo com 19 ciclos de FIV ou ICSI. Os folículos foram classificados no momento da coleta de oócitos em grandes “G” quando o volume de fluido coletado foi igual ou superior a 4ml e pequenos “P”, quando menor que 4ml. Os oócitos foram coletados e fertilizados em meio HTF e o desenvolvimento embrionário até o dia 3, em meio ECM. Após a transferência de embriões, os excedentes foram cultivados até o dia 5 ou 6.
RESULTADOS
Foram coletados 195 oócitos, 85 provenientes de folículos G e 110 de folículos P. Houve diferença significativa entre as taxas de oócitos em M2 dos folículos G ,99% versus 78% (p<0,5) As taxas de fertilização não diferiram significativamente entre os dois grupos (84%P e 82%G) nem o desenvolvimento embrionário (94%G e 99%P). As taxas de embriões com clivagem precoce ao estádio de 2-células nos oócitos dos folículos P foram de 28% e dos de G foi de 42%, mas sem diferença estatisticamente significativa. Houve diferença significativa na freqüência de folículos G entre as pacientes grávidas e as não grávidas, 63 versus 43% (P<0,05).
CONCLUSÕES
Nossos resultados sugerem que o tamanho folicular influencia na dinâmica do desenvolvimento embrionário, possivelmente aumentando a freqüência de embriões com clivagem precoce. Maior numero de casos deve ser analisado para a comprovação desta hipótese. Existe um efeito significativo da presença de um maior numero de folículos G sobre as taxas de gestação. Portanto, a presença predominantemente de folículos grandes no dia da coleta é um fator prognostico de sucesso nos tratamentos de reprodução assistida.
CÓDIGO 60
Autor principal:
Bos-Mikich, A
Co-autores:
Frantz, G.; Oliveira, N. P.; Ferreira, M.; Frantz, N
Instituição dos autores:
Centro de Reprodução Humana Nilo Frantz - RGS
OBJETIVO
Células-tronco embrionárias são geradas a partir do embrioblasto dos blastocistos. Entretanto, geração de embriões humanos para este propósito é um assunto bastante controverso. O estabelecimento células-tronco embrionárias geradas de embriões excedentes tem encontrado sucesso tanto a partir de embriões frescos como criopreservados. O objetivo deste estudo foi adquirir experiência com o cultivo de embriões destinados ao descarte, os quais foram mantidos in vitro ate dia 5 ou 6 pós-inseminação visando a produção de blastocistos.
MÉTODO
Foram analisados 63 ciclos de FIV e ICSI com embriões “excedentes”: aqueles cuja morfolgia não é compatível com o congelamento. Oócitos foram coletados em meio HTF e cultivados em meio ECM. No 3o. dia pós-inseminação, após a seleção dos embriões para transferência, os excedentes com grau III, IV ou V foram postos em meio de blastocisto e deixados a 37º.C em atmosfera gasosa de 5.5% CO2 ate o 5º. ou 6º. dia pós-inseminação sendo feitas observações diárias do desenvolvimento embrionário.
RESULTADOS
Foram inseminados 651 oócitos, dos quais resultaram 517 zigotos (80%). Destes, 490 (94%) desenvolveram ao dia 3 sendo que 289 foram cultivados até dia 5 ou 6 pós-inseminação, resultando em 58 blastocistos (20%).
CONCLUSÕES
Estes resultados preliminares demonstram a viabilidade da metodologia como fonte de embriões para aquisição de células-tronco. Estudos subseqüentes irão definir a composição celular destes blastocistos, em termos de células do embrioblasto e trofectoderma.
CÓDIGO 61
Autor principal:
Corrêa, C.M
Co-autores:
Link, C.; Sartori, N.; Pozzer, M.; Gratao, A. A.
OBJETIVO
INTRODUÇÃO
A IIU é considerada a primeira opção de tratamento para infertilidade por fator masculino leve e ESCA, podendo substituir ou preceder a utilização de técnicas mais complexas de reprodução assistida, representando um custo menor aos pacientes. De acordo com a literatura, concentração espermática juntamente com a morfologia e motilidade normais são fatores importantes para o aumento da taxa de gestação. A idade da mulher é igualmente um fator prognóstico importante. O objetivo deste trabalho é a análise comparativa da concentração espermática após o preparo do sêmen com a idade das pacientes que engravidam.
MÉTODO
Estudo retrospectivo realizado no período janeiro de 2001 a março de 2007, com 214 pacientes submetidas a IIU. As pacientes foram submetidas à estimulação ovariana, controlada por ecografia, com o uso de CC isolado ou associado a gonadotrofinas. Quando pelo menos 1 folículo atingiu o diâmetro médio ?18 mm, foi administrado hCG e a inseminação realizada 38-40 horas após. O processamento do sêmen foi realizado através do uso de gradientes de concentração (45 e 90%) seguido de duas lavagens c/meio apropriado. Os espermatozóides preparados foram ressuspendidos em 0,5ml de meio e avaliados quanto a motilidade e concentração.
RESULTADOS
Análise dos grupos etários em relação à concentração espermática e gravidez (Tabela 1).

Tabela 1. Taxa de gestação e média de idade das pacientes submetidas a IIU de acordo com a concentração do sêmen.
CONCLUSÕES
A concentração espermática, quando avaliada juntamente com a idade da paciente, pode ser utilizada como valor preditivo nas IIUs, já que pacientes com idade média de 30 anos conseguem engravidar (16.6%) mesmo quando a concentração de espermatozóides A+B é < 5 milhões. A melhor taxa de gestação foi observada quando a média de idade foi de 32 anos e 5-10 milhões A+B. Ao se avaliar o grupo >40 anos (n=49) observa-se que as poucas gestações ocorridas se deram no grupo >15milhoes de espermatozóides A+B. Não houve gravidez quando a concentração espermática foi < 5 milhões de espermatozóides A+B (dados não mostrados) no grupo de pacientes >35anos. Conclui-se que IIU é uma boa opção de tratamento, com taxas significativas de gravidez quando bem indicada.
CÓDIGO 62
Autor principal:
Corrêa, C.M.;
Co-autores:
Link, C.; Sartori, N.; Pozzer, M.; Gratao, A. A.
Resultados de ICSI com Espermatozóides Provenientes de Aspiração de Epidídimo.
OBJETIVO
A aspiração de epidídimo (PESA) para retirada de espermatozóides para Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides (ICSI) em pacientes com azoospermia obstrutiva foi introduzida em 1994. Alguns estudos mostram resultados de ICSI inferiores quando se utiliza espermatozóides do epidídimo ou do testículo. OBJETIVO: Avaliar os resultados de ICSI com espermatozóides provenientes de PESA.
MÉTODO
A análise retrospectiva de 23 ciclos envolvendo 18 homens com azoospermia obstrutiva que foram submetidos a PESA e ICSI. Os desfechos analisados foram as taxa de fecundação dos oócitos inseminados e as taxa de gravidez, as quais também foram comparadas com as taxas de ciclos de ICSI realizados com espermatozóides provenientes do ejaculado, no ano de 2006, neste centro.
RESULTADOS
Comparando-se a média de idade das pacientes, o n de oócitos em metáfase II recuperados e o nº de embriões obtidos não foi observada diferença significativa entre as pacientes que engravidaram das que não obtiveram gestação. A taxa de fecundação de oócitos inseminados com espermatozóides provenientes de PESA foi significativamente superior nas pacientes que engravidaram do que nas que não obtiveram gravidez. Ao compararmos estas taxas com as obtidas por ICSI utilizando espermatozóides do ejaculado, não se observou diferença significativa entre as mesmas (62,5% para grávidas e 58,5% para não grávidas). A taxa de gravidez após PESA e ICSI foi de 65,2%, enquanto que a taxa de gravidez com ICSI com sêmen ejaculado foi de 28.3%.
CONCLUSÕES
O achado de taxas de fecundação semelhantes entre PESA e ICSI com espermatozóides do ejaculado possivelmente deva-se ao fato de que os pacientes submetidos a PESA possuíam azoospermia obstrutiva, situação que fornece espermatozóides provenientes de uma espermatogênese, em princípio, normal. A taxa de gestação obtida nos ciclos após PESA foi superior à taxa de gestação após ICSI com espermatozóides de ejaculado possivelmente devido a problemas na espermatogênese e ao número de pacientes com causa feminina de infertilidade (58.5%), incluídas nos casos de ICSI. Estes resultados estão de acordo com a literatura e nos encorajam a realizar e indicar a PESA, que forneceu taxas de gravidez bastante satisfatórias.