JBRA Assist. Reprod. 2001;05(01):6-6
EDITORIAL

doi: 10.5935/1518-0557.2001.5.1.01

Clonagem 2001

J.G. Franco Júnior

No dia 31 de Julho o Congresso Americano proibiu a clonagem humana com uma votação de 265 contra, versus 162 a favor. Entretanto, não fecharam a porta para o uso de embriões humanos com fonte para o tratamento de doenças. O desenvolvimento de processos para a obtenção da clonagem humana nos Estados Unidos deverá ser penalizado como um crime com até 10 anos de prisão.

Os proprietários de empresas de biotecnologia consideraram esse dia como um marco negativo no progresso da ciência nos Estados Unidos, ao mesmo tempo os contrários ao aborto comemoraram esse fato. Segundo o congressista James Greenwood, milhões de americanos que sofrem de Diabete, Doença de Alzheimer e Doença de Parkinson ficaram definitivamente prejudicados com bloqueio para o desenvolvimento de uma possível terapêutica.

Por outro lado, a chamada clonagem terapêutica é legal na Inglaterra, assim como as pesquisas com as células tronco (stem cell). As células tronco são extraídas de embriões humanos com aproximadamente 300 células e poderiam gerar qualquer tipo de tecido, criando a chamada medicina regenerativa. Pesquisadores nessa área acreditam que um dos aspectos mais importantes seria a compatibilidade com os sistemas imunológicos dos pacientes. Tal fato, aconteceria com maior chance quando os embriões produzidos apresentas&em o DNA do paciente, fato apenas possível com o desenvolvimento da clonagem humana.

Como os avanços tecnológicos criam novas situações, a sociedade deve se manifestar com maior precisão sobre esses assuntos, mas não esqueçam que esses pontos serão abordados no V Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida em Campos de Jordão entre 23 a 25 de Agosto próximo.

J.G. Franco Júnior