JBRA Assist. Reprod. 1999;03(02):40-48
ARTIGO
doi: 10.5935/1518-0557.1999.3.2.12
Nº 1 - Incidência de gravidez ectópica em ciclos de fertilização in vitro e transferência de embriões
Noviello M, Amorim W. C., Santos Jr. J. L., Ribeiro G. H.. (Instituto de Sáude da Mulher; Belo Horizonte, MG)
Objetivo: O primeiro relato de gravidez ectópica após indução da ovulação na literatura data de 1971, com citrato de clomifeno. Os principais fatores predisponentes são cirurgia pélvica prévia e doença inflamatória pélvica. A ocorrência de gestação ectópica é um risco comum após FIV, principalmente nos casos de fator tubário. A incidência relatada está em torno de 5%, enquanto que na população geral é de aproximadamente 2 %. O objetivo deste estudo é avaliar a incidência de gestações ectópicas em pacientes submetidas a FIV.
Material e Métodos: Foram incluídas neste estudo 112 gestações clínicas obtidas após ciclos de FIV/ ICSI. Os oócitos foram coletados por punção vaginal guiada por US após estimulação ovariana controlada com análogos de Gn RH e gonadotrofinas. Após a coleta, os oócitos foram cultivados em meio P1 (sem glicose e fosfato, Irvine) + 10% de substituto de soro ou IVF-50 em gotas sob óleo e inseminado por FIV convencional ou ICSI (Injeção Intracitoplasmática). Os embriões foram transferidos nos estágios de 4 a 8 células e os excedentes foram criopreservados nos estágios de pronúcleo, clivados ou em blastocistos. O cateter de Frydman foi utilizado preferencialmente nas transferências como rotina. No caso de transferências difíceis foi usado o cateter de Jansen- Andreson, Sydney (Cook) ou Wallace com guia.
Resultados: De 112 gestações obtidas, 3 (2.68%) foram gestações ectópicas. Destas, 2 tubárias ( 1 ístmica e 1 ampolar- 1,78%) e uma cervical (0,89%). As gestações tubárias foram tratados por laparoscopia e a cervical por metotrexato e curetagem.
Conclusões: A incidência observada está de acordo com o encontrado na literatura para ciclos de FIV/ ICSI e próxima as taxas de gestações ectópicas na população geral. O diagnóstico precoce (dosagem de ß-HCG quatorze dias após a transferência de embriões e a ultra-sonografia endovaginal no 21° dia pós transferência) foi fundamental para o tratamento oportuno e evitar maiores complicações e preservação das estruturas do trato reprodutivo para possibiltar tentativas futuras deFIV.
Nº 2 - Taxa de gravidez após congelamento de todos os embriões de paciente com alto risco de desenvolver Síndrome do Hiperestímulo Ovariano (SHO) Grave
Antonini Filho R., Ribeiro R. C., Ribeiro G. H. Instituto de Saúde da Mulher, Belo Horizonte, MG
Objetivo: O hiperestímulo ovariano na sua forma leve e moderada é comum em praticamente todas as pacientes que se submeterem a tratamento de fertilização in vitro. Entretanto, o hiperestímulo na sua forma grave e’ raro, ocorrendo em 1 a 2% das pacientes. Esta condição é ainda mais agravada quando ocorre a gravidez. O objetivo deste estudo foi avaliar a taxa de gravidez de pacientes que tiveram todos os embriões congelados e transferidos em ciclo posterior, pelo risco aumentado de hiperestímulo ovariano grave
Material e Métodos: Foram avaliadas retrospectivamente 550 casos de FIV. Seis pacientes foram consideradas candidatas ao congelamento de todos os embriões pelo risco de SHO grave. Os oócitos foram cultivados em meio P1 +10% de substituto de soro ou IVF-50 em gotas sob óleo e inseminados por FIV convencional ou ICSI. A fertilização foi confirmada 16 horas depois, através da observação dos 2 pronúcleos. Os pré-embriões foram congelados neste estágio em 1,5M de Pr OH e 0,1M de sucrose em Biocool II (MTS Systems) e armazenados em nitrogênio líquido. Foram descongelados em ciclo posterior e transferidos no estágio de 4-8células.
Resultados: Seis pacientes (1,08%) tiveram todos os seus embriões congelados para serem transferidos em ciclo posterior. Cinco já tiveram transferência de embriões após descongelamento, sendo obtidas três gestações. A taxa de gestação observada foi de 60% e a taxa de implantação de mais de 25% por embrião tranferido.
Conclusões: Apesar do número pequeno de pacientes deste estudo, concluímos que a opção pelo congelamento de todos os embriões nas pacientes com risco de SHO grave, oferece alternativa válida para diminuir a morbidade neste grupo de pacientes sem prejudicar suas chances de gravidez. Além disto os embriões, podem ser descongeladas fracionaldamente oferecendo a estas pacientes a chance de mais de uma tentativa de gravidez.
Nº 3 – O teste de captura em gotas sob óleo: Um novo método para a identificação de espermatozóides em amostras de sêmen consideradas azoospérmicas
Antonini Filho R., Amorim W. C., Noviello M.. Instituto de Saúde da Mulher, Belo Horizonte, MG
Objetivo: A azoospermia é uma das mais graves condições apresentada por um paciente infértil. No entanto, o surgimento da ICSI revolucionou a área de reprodução assistida possibilitando que muitos homens, antes considerados incapazes de gerar seus próprios filhos, pudessem tornar-se pais. Nosso objetivo foi identificar espermatozóides em amostras de sêmen consideradas azoospérmicas através do “Teste de captura em gotas sob óleo”.
Material e Método: Foram inclúidas neste estudo 54 amostras de sêmen consideradas azoospérmicos por exame de sêmen convencional (OMS, 1992). Quando não eram observados espermatozóides no exame a fresco, várias gotas de 10μl do sêmen, com bordas regulares e irregulares eram espalhadas em uma placa Falcon 60mm e cobertas com óleo Squibb. Após incubação a 37° em estufa, o material era examinado em microscópio invertido com platina aquecida. As bordas das gotas eram examinadas para a localização de espermatozóides móveis ou imóveis. As reentrâncias formadas nas bordas da gotas irregulares eram locais com frequente presença de espermatozóides, pois tornavam-se verdadeiras “prisões”, concentrando os espermatozóides e facilitando sua identificação. Não se observando a presença de espermatozóides nesta amostra o restante do sêmen era centrifugado a 500g por 10 minutos, o “pellet” ressuspendido em 30-100μl de meio de cultura (M2, Sigma) e novamente repetia-se em uma nova placa. O número médio de espermatozóides por borda de gota era calculado.
Resultados: Através desta técnica foi possível identificar espermatozóides em número suficiente para a realização de ICSI em 68,52% das amostras de sêmen (37 amostras) consideradas azoospérmicas pelas avaliações convencionais.
Conclusões: O teste de captura em gotas sob óleo se mostrou técnica eficaz para a realização de ICSI em amostras de pacientes considerados estéreis pelos padrões convencionais de análise do sêmen.
Nº 4 – O uso do teste hiposmótico na avaliação do fator masculino
Antonini Filho R., Santos Jr. J. L. Instituto de Sáude da Mulher, Belo Horizonte, MG
Objetivo: Um dos maiores problemas que confrontam o diagnóstico e o tratamento do homem infértil é a incapacidade do espermograma comum de predizer o real potencial de fertilização dos espermatozóides ejaculados. Um teste que permite a avaliação da integridade da membrana é o teste hiposmóstico, a água penetra no espermatozóide para alcançar o equilíbrio. As alterações provocadas são facilmente visíveis através do microscópio de contraste de fase. Uma das recentes utilizações do teste da hiposmolaridade é que o procedimento pode ser utilizado para a seleção de espermatozóides vivos apesar de imóveis, para a realização da ICSI. Nosso objetivo foi avaliar 304 amostras de sêmen de pacientes de casais inférteis através do teste de hiposmolaridade.
Material e Método: A técnica consistiu em misturar 0.1 ml de sêmen em 1.0 ml da solução hiposmótica em um tubo de 5 ml. Esta mistura foi incubada a 37° C por 30 minutos. Após a incubação, uma pequena gota desta mistura foi colocada entre lâmina e lamínula e analisada sob o microscópio de contraste de fase com um aumento de pelo menos 250 vezes. Um número de 100 espermatozóides foram analisados em cada amostra.
Resultados: O resultado do teste de hiposmolaridade foi anormal em 50 amostras (16,45%).
Conclusões: A integridade bioquímica da membrana citoplasmática é essencial para o funcionamento do espermatozóide, não somente para os processos metabólicos envolvidos na motilidade espermática mas também para os eventos que resultam na fertilização. Embora o teste de hiposmolaridade avalie principalmente a integridade da cauda do espermatozóide, uma membrana intacta desta cauda é uma boa indicação que a membrana plasmática da cabeça esteja também íntegra e funcionante. Sugerimos que uma bateria completa de testes, inclusive o teste de hiposmolaridade, deveria ser sempre usada para analisar tantos aspectos quanto forem possíveis do potencial de fertilização do espermatozóide e direcionar o tratamento para o uso de técnicas de reprodução assistida adequadas.
Nº 5 – O teste de sobrevivência espermática como técnica de avaliação de coletor plástico de sêmen para uso em Reprodução Assistida
Alvarenga R.L.L.S, Noviello M., Ribeiro R.C.. Instituto de Saúde da Mulher, Belo Horizonte, MG
Objetivo: O cultivo satisfatório de embriões humanos em um programa de FIV requer a realização de procedimentos de alta complexidade e uso de equipamentos e reagentes de excelente qualidade. O presente estudo tem como objetivo avaliar a citotoxidade de 5 marcas de coletores de sêmen nacionais amplamente disponíveis no comércio especializado de Belo Horizonte, para possível uso nas técnicas de Reprodução Assistida e análise de sêmen.
Material e Métodos: Foram testadas as seguintes marcas de coletores estéreis: Universal, Pleion/Bioplass, Biomédica, CIC e teste. O coletor de marca Falcon foi usado como controle. Para o teste foi usado um pool de 2 amostras de sêmen normais obtidas por masturbação. As amostras foram beneficiadas através de centrifugação em gradiente de densidade 45%, 90%. O pellet obtido foi ressuspendido e lavado duas vezes no meio de cultura M2. As amostras resultantes foram combinadas e a concentração ajustada para 10 milhões/ml. As amostras foram mantidas ‘a temperatura de 25 °C. O teste foi realizado por um período de 168 horas (7 dias). A motilidade qualitativa e quantitativa foi avaliada a cada 24 horas em microscópio invertido e com platina aquecida a 37°C, entre lâmina e lamínula e em câmara de Makler.
Resultados: Não foi observada diferença significativa na motilidade das amostras teste e do grupo controle até as primeiras 72 horas. A amostra do frasco da marca CIC apresentou queda significativa na motilidade dos espermatozóides após 144 horas (5% móveis). As outras amostras apresentaram mais de 45% dos espermatozóides móveis após 7 dias de cultivo.
Conclusões: Todos os frascos apresentaram qualidade suficiente para uso em reprodução assistida. No entanto, um dos frascos testados apresentou citotoxidade detectável a partir do 5° dia de cultivo. Considerando o frasco de marca Falcon como padrão ouro, concluímos que os frascos de marca Universal, Pleion/Bioplass, Biomédica e Teste podem ser usados como substitutos confiáveis em caso de não disponibilidade da marca americana Falcon.
Nº 6 - Valor preditivo da formação de blastocisto no resultado de Fertilização In Vitro
Alvarenga R. L. L. S., Ribeiro R. C. Amorim W. C. Instituto da Saúde da Mulher, Belo Horizonte, M.G.
Objetivo: Embriões humanos formados após ciclo de FIV são rotineiramente transferidos para o útero nos estágios de 4 a 8 células. As taxas de implantação resultantes variam de 10 a 12% e as taxas de gestação de 20 a 40%, quando são transferidos 3 ou 4 embriões. O objetivo deste estudo foi avaliar as taxas de gestação em pacientes que obtiveram a formação de pelo menos um blastocisto a partir de embriões excedentes em ciclo de FIV que não preencheram os critérios para congelamento nos estágios de pronúcleo ou clivados.
Material e Método: Foram incluídas neste estudo 17 pacientes. Os ovócitos foram coletados por punção vaginal guiada por US após estimulação ovariana controlada com análogos de GnRH e gonadotrofinas. Os ovócitos foram cultivados em meio P1 (sem glicose e fosfato, Irvine) + 10% de substituto de soro (Irvine) em gotas sob óleo e inseminado por FIV convencional ou ICSI. Os embriões foram transferidos nos estágios de 4 a 8 células (2º ou 3º dia) e os excedentes foram transferidos para outra placa contendo meio de cultivo blastocyst (Irvine) + 10% de substituto de soro. Os embriões que alcançaram o estágio de blastocisto expandindo foram congelados em glicerol 19% (Freeze Kit 2, IVF Scandinavian Science AB) em freezer Biocool II (MTS Systems) e armazenados em nitrogênio líquido.
Resultados: Das 17 pacientes que participaram do estudo, 10 engravidaram no ciclo de FIV (59%). Das pacientes que não engravidaram, 3 obtiveram gestação em outro ciclo de FIV e 1 engravidou espontaneamente. Em todo o grupo, foram obtidas 14 gestações (82%) nas 17 pacientes estudadas.
Conclusões: A formação de blastocisto após cultivo sequencial dos embriões excedentes oferece informações de valor preditivo favorável após tratamento por FIV/ ICSI (82% das gestações), refletindo normalidade genômica embrionária e melhor prognóstico de implantação e desenvolvimento para os embriões obtidos no mesmo ciclo de estimulação ovariana e/ ou de uma mesma paciente em ciclos de estimulação distintos. Os blastocistos congelados podem ser transferidos em ciclo posterior , com taxas de gestação de 10 % por embrião.
Nº 7 - O uso do MAR teste na avaliação do fator imunológico masculino
Alvarenga R. L. L. S., Santos Jr. J. L. Ribeiro G. H.. Instituto da Saúde da Mulher, Belo Horizonte, M.G.
Objetivo: Entre as causas de infertilidade masculina observamos fatores anatômicos, infecciosos, endócrinos, bioquímicos e imunológicos, além dos fatores idiopáticos. Dentre as causas de origem imunológica estão os anticorpos anti-espermatozóides. O objetivo deste estudo foi identificar a presença de anticorpos anti-espermatozóides da classe IgG no sêmen de 301 pacientes provenientes de casais inférteis através do uso do MAR teste.
Material e Método: Foram analisadas 301 amostras de sêmen. Foi obtido em um banco de sangue um pool de três amostras de sangue O Rh + e preparadas segundo a seguinte técnica: as hemácias foram lavadas três vezes em PBS pH 7.5 e incubadas a 37° C por 30 min em soro anti-D numa proporção 5:1. As hemácias foram lavadas novamente lavadas três vezes em PBS e ressuspendidas para hematócrito 5%. No momento do exame 10μl de sêmen liquefeito foi misturado com 10μl das hemácias sensibilizadas em uma lâmina para microscopia comum. Em seguida, foi adicionado ‘a mesma mistura 10μl de imunoglobulina anti IgG humana. A gota da mistura foi coberta com uma lamínula e a lâmina colocada na platina aquecida a 37°C por 3 a 5 minutos. A aglutinação das hemácias foi o controle interno da reação. O teste é considerado negativo quando não são observados aglutinados mistos (hemácias x espermatozóides) e os espermatozóides móveis podem ser observados nadando livremente. A reação é positiva quando mais que 10% dos espermatozóides móveis estão aglutinados de hemácias (OMS, 1992).
Resultados: O MAR teste apresentou resultados positivos em 27 casos (8.97%).
Conclusões: A identificação de anticorpos anti-espermatozóide no sêmen do marido numa fase inicial da investigação do casal pode poupar tempo, direcionando o tratamento para as técnicas de reprodução assistida adequadas. A ICSI é considerada o tratamento de escolha para pacientes com anticorpos anti-espermatozóides. O MAR teste é um simples, fácil e barato para rastreamento de anticorpos anti-espermatozóide no sêmen. Recomendamos, devido as suas vantagens óbvias, que o MAR teste seja incluído como parte essencial na investigacão de infertilidade.
Nº8 – Comparação da eficácia entre dois tipos de Assisted Hatching com laser em embriões criopreservados
Mauri A. L. Petersen C. G., Ferreira R., Baruffi R., Coelho J., Franco Jr. J. G..- Centro de Reprodução Humana da Fundação Maternidade Sinhá Junqueira, Ribeirão Preto - SP
Objetivo: O processo de criopreservação de embriões pode afetar a espessura e/ou a consistência da zona pelúcida (ZP) interferindo na habilidade do embrião realizar o processo natural de “hatching”, reduzindo as taxas de implantação embrionária (Tucker et al. 1991, Catt e Borges 1999). O “assisted hatching” (AH) com laser tem demonstrado melhora nas taxas de implantação embrionária. O objetivo desse estudo foi comparar a eficácia entre dois tipos de AH com laser: afinamento (AF) versus abertura total (AT) da (ZP) em embriões descongelados.
Material e Método: Um total de 46 pacientes descongelaram seus embriões que foram divididos de forma prospectiva e randomizada em dois grupos. Grupo I: AF da ZP, grupo II AT da ZP. No procedimento de AH utilizou-se um não contato laser com comprimento de 1.48um (Fertilaser). Antes da manipulação a espessura da ZP foi medida em 4 diferentes pontos através de uma escala presente na ocular do microscópio. No grupo I, o AF foi realizado numa única posição atingindo 60 a 80% da espessura da ZP, através de 1 a 2 irradiações de 10ms. No grupo II, a AT foi executada através de 3 irradiações de 10 ms. A transferência embrionária ocorreu logo após o procedimento de AH.
Conclusão: Não houve diferenças significativas na eficácia do AH executado com AF ou AT da ZP em embriões criopreservados. Entretanto, a não abertura total da ZP poderia evitar riscos de perda de blastômeros, infecções embrionárias e o uso profilático de antibióticos.
Nº9 - Transferência de embriões como fator preditivo de gravidez em ciclos de fertilização In Vitra Prognóstico quando da transferência difícil
Marcondes A. C. L., Souza M. C. B., Oliveira J. B. A. Henriques C. A., Mancebo A C. A..- G&O Barra, Rio de Janeiro, R.J.
Objetivo: Neste trabalho procurou-se avaliar, em ciclos de FIV, a importância do ato mecânico da transferência de embriões (TE) para a cavidade uterina como determinante para o sucesso na obtenção de gravidez. Buscou-se basicamente estudar a TE classificada como difícil como fator de insucesso.
Material e Método: Foram comparados os procedimentos da TE classificados como fácil (utilizando o cateter de Frydman de transferência fácil, sem qualquer tipo de manipulação adicional do colo uterino) ou difícil (necessidade de se utilizar pinça de Pozzi, histerômetro, dilatação com velas de Hegar, troca de cateteres para transferência difícil, cateter metálicos ou qualquer outra intercorrência), correlacionando a distribuição dos fatores etiológicos, a idade da mulher, o número de embriões transferidos e o número de embriões de melhor qualidade transferidos entre os dois padrões. A obtenção posterior de gravidez clínica (presença de embrião), sendo como o desenvolvimento da gestação foram também observados. Considerou-se 74 ciclos de 58 clientes do programa de FIV-TE da G%O – Ginecologia e Obstetrícia da Barra(Rio de Janeiro – RJ), no périodo de janeiro a dezembro de 1997.
Resultado: Das 74 transferências embrionárias, o procedimento foi considerado fácil em um total de 43 casos (58.1%) e considerado difícil em (41.9%). Não houve diferença estatisticamente signifitiva entre os grupos quanto ao número de embriões transferidos, qualidade dos embriões e idade das pacientes. Entretanto, houve um maior número de casos de endometriose no grupo com transferência difícil (TE fácil: 11 casos / 35.5%; TE difícil: 07 casos / 12.3%). Dezesseis gestações clínicas foram alcançadas, sendo a taxa de gravidez geral por transferência de 21.6%. Quatorze gestações clínicas foram obtidas (32.5% por transferência) entre os casos com transferência fácil e 21 gestações clínicas (6.4% por transferência) entre os casos com transferência difícil. A diferença entre as taxas de gravidez foi estatisticamente significativa (p=0.003). Das 16 gestações obtidas, 5 (31.2%) terminaram em abortamento, todas com interrupção até a 12ª semana de evolução. A análise estatística não evidenciou diferença significativa (p=0.31) na distribuição entre os dois padrões de transferência.
Conclusão: A transferência embrionária foi importante instrumento prognóstico,com 50% de sensibilidade e 87% de especificidade. A transferência difícil tem alto valor preditivo (93.5% de probabilidade de não ocorrer gestação). Acreditamos que mais ciclos e uma distribuição mais uniforme dos fatores etiológicos sejam necessários para maior confirmação das observações.
Nº 10 – Recrutamento de óvulos doadora entre mulheres férteis que necessitam cirúrgias semi-ambulatoriais de pequeno porte. Doações compartilhadas anônimas consentidas
Donadio N., Donadio N. F., - Pro-Embryo- Parceria. Técnicas Avançadas em Reprodução Humana, São Paulo, SP
Integração entre clínicas ginecológicas gerais de fertilidade conjugal e cirurgia, em tomo de laboratório comunitário (Pró-Embryo) e “day-clinics” de hospitais próximos, mantendo a exclusiva relação-médico atendente-paciente e protocolos para exclusão e inclusão de doadoras férteis que desejam ser doadoras anônima. Recrutamento desde 1996; de casais trazidos para”pool” de receptoras, na parceria anônima compartilhada entre doadora, 2 receptoras, uma destas sem ónus.
Objetivo: Entrevista e exames de casais doadores com desejos de salpingotripsia, perineorrafia posterior, laparoscopias pelvi-abdominais diagnosticas, histeroscopias diagnósticas, laparotomias de pequeno porte sem patologia ovárica.
Mulheres e Métodos: 150 casais férteis casados, máximo de 36 anos, atendendo a triagem conforme proposição. Critérios da AFS (ASMR) e CFM Brasileiro. Resultados quanto a exclusão.
Resultados e Comentários: Noventa e cinco (95) rejeitados 63.3% : 1- Desejo de resarcimento dos atos cirúrgicos agendáveis além do necessário (vislumbre de lucro) (03/150) 2- Saúde inadequada (problemas cardio-circulatórios, endócrino metabólicos, sensibilidades medicamentosa) (8/150) 3- Familiares com distúrbios de conduta, alcoolismos, psicopatias sem possibilidade de avaliação em tempo hábil (9/150) 4-Presença de Doenças infecciosas genitais ou gerais em evolução em um ou nos dois conjuges (21/150). 5 – Prováveis doenças pessoais ou familiares de expressão genética autossômica dominante ou recessiva, multifatorial, ligadas ao sexo, distribuídos específicos de visão, dermatopatias, hematopatias repetidas, abortamentos repetidos, espontâneo ou provocados (vários), prematuridade (9/150). 6- Malformações genito-urinárias e outros estigmas (2/150). Provável inadequação ou consentimento pós-informado de difícil compreensão pelos “partners”, vulnerabilidade específica das partes. (6/150). 7- Instabilidade conjugal (assim contra-indicação da cirurgia básica proposta) (8/150). 5- Riscos de síndrome de hiperestímulo, endometriose pélvica, patologia orgânica que dificulta a folículo-aspiração via vaginal ou abdominal, infecção gênito-urinária recidivante, útero-cistites, fator tubo-peritonial aderencial importante, sorologias positivas ou outras condições infecto-contagiosas recentes ou não (12/150). 9- Domicialização e casamento instável, prevaricação habitual. (7/150). “Drop-out”, descontinuidade das entrevistas ou do contato com médico proponente (10/150). Os autores discutem que seriam ideais a possibilidade de criopreservação para recontrole, obtenção de gametas maturáveis de fragmentos ovarianos, doação exclusiva de citoplasmas; enquanto impossíveis, inseguras ou inoportunas aventuar eventual diagnóstico pré-implantacional para proteger ambas receptoras de uma doadora.
Nº11 – Óvulo-doações por mulheres até 36 anos e férteis com proles definidas durante pequenas cirurgias laparoscópicas ou perineals
Donadio N, Donadio N. F. - Pro-Embryo- Parceria. Técnicas Avançadas em Reprodução Humana, São Paulo, SP
A participação de pacientes férteis de clínicas ginecológicas gerais possibilitaria o envolvimento de mais profissionais e mulheres beneficiando receptoras com claudicação ovárica, castradas, menopausadas, com cromossomopatias ou impedida de sofrerem hiperestimulação e folículo-aspirações para Reprodução Assistida Laboratorialmente (RAL). Livres de problemática das inférteis que cedem parte dos ovócitos capturados por necessidade econômica em lugar de manterem pré-embriões criopreservados para novas tentativas.
Proposição: Folículo-aspiração durante laparoscopias, laparotomias ou cirurgias perineals, em pacientes com menos de 36 anos de idade, prole definida com consentimento do casal. Ciclos superovulados com esquemas leves. Anonimato entre doadoras e receptores.
Mulheres e Métodos: 110 mulheres, casadas com menos de 36 anos, com 2-3 filhos, foram consultadas para aderirem ao programa. Quarenta e seis (46) aceitaram sem qualquer restrição. Selecionadas segundo as normas para doações de gametas e com consentimento informado. Submetidas ao uso de contraceptivo oral pelo menos por 12 dias após suas menstruações. Dois dias depois de interrompê-lo tiveram seus ovários estimulados com 100mg/dia/ 5 dias de citrato de clomifeno e no quinto , sétimo, nono, e eventualmente no décimo primeiro, receberam 150UI de FSH recombinante, urinário ou HMG (1000UI por dia. HCG (gonadotrofina coriônica) 10.000 UI IM, quando na evolução surgia pelo menos 3 folículos com 18-20 mm nos maiores diâmetros ao ultra-som, em diferentes serviços. Operadas segundo as indicações primárias e com folículo-aspiração via vaginal ou alta (laparoscópica ou laparotômica) 35-37 horas depois, também em diferentes hospitais. Os gametas identificados no local ou os líquidos foliculares em tubos isolados eram transportados para o Pro-Embryo em aparelho apropriado em meio de cultura HTF com tampão Hépes. Os casais doadores recebiam compensação parcial de seus gastos de honorários e hospitalares, providos por receptores e mantendo-se o anonimato. Alguns receptores de menor poder aquisitivo não tiveram qualquer ônus.
Resultados e Comentários: As doadoras operadas por via perineal, laparoscópica ou laparotômica tiveram evolução sem intercorrências pelos estímulos ováricos e folículo-aspirações. Obteve-se a média de 4.3 folículos por ciclo, redundando em 2.60 ovócitos em metáfase II, por paciente. Os autores concluem pela utilidade do procedimento e discutem que sob esquemas mais fortes e obtido (trabalho anterior) maior número de ovócitos vislumbrar-se-ia beneficiar até duas receptoras incluindo de classes menos privilegiadas economicamente. Ainda em mulheres idosas ou diante de ovócitos inadequados de receptora e doadora poderia ceder somente citoplasma ovocitário sem componente nuclear, processo mais aceitável por ambas, desde que venha ser comprovado eficiência e segurança e se possa considerar mitocôndrias – DNA mais como doação de tecidos ou orgãos.
Nº 12 – Folículo aspiração prévia ao HCG na tentativa de redução da Síndrome de Hiperestímulo
Donadio N., Donadio N. F..- Pro-Embryo- Parceria. Técnicas Avançadas em Reprodução Humana, São Paulo, SP
O estímulo ovariano com gonadotrofinas exógenas pode desencadear em 0.5 a 2% das pacientes a Síndrome de Hiperestímulo (SHO) na sua forma severa. Neste trabalho apresentamos os resultados iniciais obtidos com pacientes de risco para SHO que apresentaram número de folículos, entre 10 a 12 mm de diâmetro, superior a 30 e que foram submetidas a folículo aspiração unilateral prévia ao HCG, visando impedir o aparecimento deste quadro.
Material e Método: Cem pacientes iniciaram esquemas de indução da ovulação visando a fertilização in vitro. A partir do 2° dia do ciclo, iniciaram GnRH-a mantido até o dia da aplicação de HCG. No 3° dia do ciclo iniciaram o uso de r-FSH na dose de 300UI/dia. Destas 100 pacientes, cinco tiveram seus esquemas cancelados por resposta insatisfatória. Sete pacientes apresentaram número superior a 30 folículos com diâmetros entre 10 e 12 mm e dosagem sérica de estradiol acima de 200; destas, duas optaram por suspender o esquema, as outras cinco, após assinarem termo de consentimento, foram submetidas a folículo aspiração unilateral transvaginal sob sedo-anestesia. As pacientes mantiveram o uso de gonadotrofina em dose de 50 a 150 unidades diárias até 5% dos folículos do ovário contralateral atingirem diâmetro médio de 16-18 mm quando foi administrado o HCG. Trinta e seis horas depois, nova aspiração folicular transvaginal foi realizada.
Resultados: Entre as cinco pacientes que desenvolveram mais do que 30 folículos com diâmetros entre 10 a 12 mm , submetidas a foliculo-aspiração unilateral prévia ao HCG, ao redor do 11° dia do ciclo; nenhuma apresentou na evolução quadro compatível com SHO. Duas apresentaram gestações em evolução, uma única e a outra inicialmente trigemelar com redução espontânea para gemelar posteriormente.
Discussão: Os resultados iniciais, apesar do número reduzidos de casos, pareceu-se positivos uma vez que nenhuma das pacientes desencadeou a síndrome, mesmo com o elevado número de folículos e com o elevado valor de estradiol sérico. Esta iniciativa permitiu continuar a indicação, mantendo as chances de sucesso apesar de aparentemente elevado o número de 2 gestações em cinco mulheres.
Nº13 – Perfil epidemiológico dos casais atendidos na Conceptus – Centro de Reprodução Assistida do Céará
Câmara L. M. C., Rocha M., Mota M., Dias O. – Centro de Reprodução Assistida do Ceará- CONCEPTUS, Fortaleza, CE.
Objetivo: Traçar o perfil epidemiológico dos casais que procuram o nosso serviço
Metodologia e resultados: Analisamos 144 casos atendidos no período de maio de 1998 a junho de 1999, dos quais 136 procederam do próprio município e 8 foram oriundos de outras localidade. A idade média das pessoas foi de 33,1+5,9 anos (n= 143, com variação de 20 a 48 anos), e a maridos foi de 36,9 + 7,33 anos (n= 139, variação de 23 a 64 anos), sendo a diferença de idade menor que 6 anos em 66.2%. Na faixa etária de 20 a 36 anos encontravam-se 72,7% das mulheres. Somente 13% das pacientes tinham idade superior a 40 anos. O tempo médio de infertilidade foi de 4,74 + 3,59 anos (n= 132 variação de 1 a 17 anos) com 49,2% dos casais com tempo de menor de 3 anos. A infertilidade primária foi detectada em 66,7% dos casais (96/144) e a secundária em 33,3% (48/144). Os fatores foram encontrados em 103 casais, com predomínio das alterações tubo-peritoniais (43,7% dos primários e 58,3% dos secundários), principalmente os processos obstrutivos tubários e a endometriose. Os fatores masculinos foram detectados em 88 casais, destacando a oligo-zospermia, em tomo dos primários e 37,5% dos secundários, sendo a azoospermia detectada em 16,7% dos casais com infertilidade primária. Associações de fatores ocorreram em 36,5% dos primários e 27,1% dos secundários. A esterilidade sem causa aparente (ESCA) foi detectada em 4 casais (2 primários e 2 secundários). As alterações ovulatórias estavam presentes em 13.5% dos casais com infertilidade primária versus 8,3% dos casais com infertilidade secundária. A laqueadura e a vasectomia representam causa de infertilidade secundária em 20,89% dos casais.
Conclusões: Nossa casuística é composta por casais com idade abaixo de 36 anos, com tempo de infertilidade de 3 anos, cuja causa de infertilidade e primária, com predomínio de fatores tuboperitoneais associados a oligoespermia. Estes dados serão fundamentais no norteamento dos procedimentos de fertilização assistida a serem aplicados à nossa população.
Nº 14 – Estudo comparativo entre ciclos de fertilização In Vitro e criopreservação de embriões
Cabral J. O., Barbosa A. C. P., Nakagava H. M., Iglésias J. R., Fonseca J. T., Silva A.A.- GENESIS – Centro de Assistência em Reprodução Humana
Objetivo: O estudo visa comparar os resultados dos ciclos de fertilização in vitro (FIV) com transferência de embriões a fresco e criopreservados através do método lento de congelamento.
Material e Método: Estudou-se 191 ciclos de FIV em 52 ciclos de criotransferência no período de 04/05/1997 a 19/07/1999. A estimulação ovariana foi realizada com bloqueio hipofisário e posterior uso de FSH puro ou recombinante. As doses foram ajustadas conforme a resposta ovariana. O critério de uso da gonadotrofina coriônica (hCG) foi de 3 folículos maiores que 18 mm. A captação ocorreu 36 horas após o hCG, sob visão ecográfica e sedação com propofol. A transferência embrionária foi realizada com 48 ou 72 horas. Os embriões excedentes foram congelados em equipamento PLANNER KRYO 10 Série III. A criotransferência foi realizada: a) ciclos espontâneos, 5 dias após o hCG ou b) ciclos substitutivos após bloqueio hipofisário e uso de valerato de estradiol. Os embriões foram descongelados na véspera e transferidos apenas os que continuaram o processo de clivagem. A análise estatística dos dados foi realizada através dos testes de Student para duas amostras independentes.
Resultados:
Conclusão: Apesar do pequeno número de casos a análise não revela uma diferença significativa na taxa de gravidez por transferência entre os grupos. A continuação deste estudo poderá revelar ou não a confirmação desta análise.
Nº 15 - Índices de fertilização em oócitos pareados de pacientes com endometriose submetidas a IVF e ICSI
Badalotti M., Arent A., Petracco A. - FERTILITAT - Centro de Medicina Reprodutiva, Poto Alegre, RS
Introdução: A endometriose é uma doença enigmática, relacionada à infertilidade. Existe suspeita de que a endometriose possa diminuir a qualidade oocitária e o índice de fertilização, o que poderia parcialmente explicar a associação com subfertilidade. O objetivo deste estudo foi comparar o índice de fertilização obtido através de fertilização in vitro (IVF) convencional e injeção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI em oócitos de mesmas pacientes, com endometriose e sem fator masculino associado.
Métodos: Em 23 ciclos (23 pacientes) de fertilização in vitro por endometriose, os oócitos maduros (MII) de cada paciente foram divididos em dois grupos: metade foi fertilizada por IVF (n=150) e a outra metade foi fertilizada através de ICSI (n= 132). A estimulação ovariana foi conduzida por acetato de leuprolide e gonadotrofina menopáusica humana. A aspiração oocitária foi realizada 35 horas após o hCG, através de ultra-sonografia vaginal. O sêmen foi preparado por gradiente de percoll. Para o IVF, cada oócito foi inseminado 100.000 de espermatozóides móveis em gotas de 100 μl sob óleo; o meio de cultura foi HTF (Irvine). A ICSI foi realizada conforme descrito por Van Steirteghen. Os oócitos foram observados 18 horas após a inseminação e foi constatado fertilização pela presença de 2 pronúcleos e 2 corpúsculo polares.
Resultados:
Observação: O índice de fertilização nestes casos de IVF foi mais baixo que o índice geral de fertilização do nosso laboratório (52% p<0,001) incluindo fator masculino.
Conclusão: Baixos índices de fertilização podem ser uma possível causa de infertilidade em pacientes cm endometriose. A real causa ou mecanismo envolvido na baixa fertilização para estas pacientes permanecem não esclarecidos, sendo necessário estudos posteriores.
Nº 16 - Eficiência da injeção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI) na azoospermia não obstrutiva - Comparação com a histologia do testículo
Teloken C., Badalotti M., Krahe F., Michelon J., Petracco A. - FERTILITAT - Centro de Medicina Reprodutiva, Porto Alegre, RS
Objetivo: O objetivo do presente estudo é demonstrar a chance de presença de espermatozóides de acordo com os diferentes padrões histológicos de testículo.
Materiais e Métodos: 23 homens caucasianos foram submetidos a um total de 30 ciclos de injeção intracitoplasmática de espermatozóides (1,3 ciclos por paciente) depois de uma investigação completa, como segue: perfil hormonal (FSH, LH, prolactina e testosterona), ultra-sonografia transretal, sedimento urinário pós-ejaculacão e biópsia de testículo. A indução da ovulação foi efetuada com acetato de leuprolide e gonadotrofinas. Os espermatozóides foram obtidos através de aspiração testicular (TESA) e/ou biópsia (TESE) sob anestesia local. As amostras de testículo eram imediatamente maceradas e os espermatozóides disponíveis eram guardados. A ICSI foi realizada convencionalmente. Presença de espermatozóide e gravidez foram determinados em homens com hipoespermatogênese, aplasia germinativa e parada de maturação espermática.
Resultados: Foram obtidos espermatozóides em 14 pacientes (46,7% dos caso). O índice de gravidez/ciclo e gravidez/pacientes foi respectivamente 13,3% e 17,4%. O índice geral de gravidez/transf. foi de 28,6% (4/14 gravidezes).
Conclusão: A partirdestesdadospodemosconcluirque para pacientes com azoospermia não obstrutiva deve sempre ser feita uma procura de espermatozóides no testículo, uma vez que em quase 50% dos casos eles estão presentes. Os homens com hipoespermatogênese têm melhor prognóstico em relação à gravidez.
Nº 17 - Efeitos do tabagismo sobre os resultados laboratoriais da fertilização In Vitro
Badalotti M., Arent A., Abreu A. P., Petracco A. - FERTILITAT - Centro de Medicina Reprodutiva, Porto Alegre, RS.
Introdução: Existe uma associação entre tabagismo e redução da fertilidade, sugerindo que o fumo pode afetar o oócito e a função tubária. O objetivo desde estudo foi avaliar o efeito do tabagismo nos resultados laboratoriais da fertilização in vitro (IVF).
Material e Método: Em 119 pacientes submetidas a IVF e classificada em não fumantes (n=81), fumantes passivas (n= 15) e fumantes (n= 13) participaram deste estudo. A média etária foi de 35 anos. A estimulação ovariana foi realizada com gonadotrofinas menopáusicas, após “down regulation” com acetato de leuprolide. A coleta oocitária foi feita por ultra-som transvaginal. O sêmen foi preparado por percoll ou swim-up. Para a inseminação, foram utilizados 100.000 - 150.000 espermatozóides móveis/oócito. A fertilização foi comprovada pela presença de dois pronúcleos e dois corpos polares, 12 – 20 horas após a inseminação. Foram considerados embriões de boa qualidade os que apresentavam menos de 20% de fragmentação com clivagem adequada. A análise estatística foi feita pelo chi- quadrado e Student test.
Resultados:
Conclusões: 1.0 tabagismo não afetou a resposta ovariana
2. O índice de fertilização foi significativamente mais baixo nas fumantes.
3. Não houve diferença significante em relação à clivagem embrionárias entre os grupos.
4. O tabagismo teve um efeito negativo sobre a qualidade embrionária.